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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

ÂNGELA MARIA
publicado em: 15/02/2016 por: Netty Macedo

Abelim Maria da Cunha nasceu em 13/05/1928 na cidade de Macaé-RJ.
Cantora, filha de pastor protestante, passou a infância nas cidades fluminenses de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, e desde menina cantava em coro de igrejas, ao lado de seus irmãos.

De família pobre, muito cedo começou a trabalhar. Foi operária tecelã, mas sonhava com o rádio, embora a família - por princípios religiosos - fosse contra a carreira artística.

Por volta de 1947 começou a freqüentar programas de calouros, em busca de uma oportunidade.

Assim, apresentou-se no Pescando Estrelas, de Arnaldo Amaral, na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), na Hora do Pato, de Jorge Cúri, na Rádio Nacional, e no programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Tupi.

Usando o nome de Ângela Maria para não ser descoberta pela família, participou também do Trem da Alegria, dirigido pelo Trio de Osso (Lamartine Babo, Iara Sales e Héber de Boscoli), na Rádio Nacional. Logo sua voz se foi tornando conhecida do público ouvinte, o que dificultou sua participação nesses programas, pois ela estava deixando de ser caloura.

Nessa época era inspetora de lâmpadas numa fábrica da General Eletric e, decidindo tentar realmente a carreira de cantora, abandonou a família e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso.

Em 1948 conseguiu lançar-se como crooner no Dancing Avenida, na Avenida Rio Branco. Em sua noite de estréia cantou Olhos verdes (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), na época um grande sucesso de Dalva de Oliveira, e sua interpretação foi muito aplaudida.

Cantando no Dancing, foi ouvida pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho, que, impressionados com sua voz, a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Rádio Mayrink Veiga. Feito o teste, começou nessa emissora interpretando músicas de Othon Russo e Ciro Monteiro, compositores que a ajudaram a criar um repertório pessoal, abandonando as influências de Dalva de Oliveira.

Firmando-se a partir de 1950 como intérprete, em 1951 estreou em disco com Sou feliz (Augusto Mesquita e Ari Monteiro) e Quando alguém vai embora (Ciro Monteiro e Dias Cruz), na Victor.

No ano seguinte sua gravação do samba Não tenho você (Paulo Marques e Ari Monteiro) bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira.

Gravando na Copacabana a partir de 1953, durante toda a década de 1950 atuou intensamente no rádio, apresentando-se na Rádio Nacional, nos programas de César de Alencar e Manuel Barcelos, e na Rádio Mayrink Veiga, como a estrela de A Princesa Canta, programa assim denominado numa alusão a seu título de princesa do Rádio, um dos muitos que recebeu em sua carreira.

Em 1954, em concurso popular, tornou-se a Rainha do Rádio, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme Rua sem sol, de Alex Viany.

Apelidada de Sapoti pelo presidente Getúlio Vargas, por "sua cor e a voz, doces como sapoti", tornou-se a cantora mais popular do Brasil durante a década de 1950, alcançando seus maiores êxitos com os sambas-canções Fósforo queimado (Paulo Marques, Milton Legey e Roberto Lamego), Vida de bailarina (Américo Seixas e Chocolate), Orgulho (Valdir Rocha e Nelson Wederkind), Ave Maria no morro (Herivelto Martins) e Lábios de mel (João Vilaça Júnior e Nage), além da canção Babalu (Ciro de Sousa e Correia da Silva).

Voltando a gravar na RCA Victor em fins da década de 1950, em 1963 viajou para Portugal e África, cantando para soldados portugueses que então lutavam nas colônias.

Um de seus grandes êxitos na Segunda metade da década de 1960 foi a canção Gente humilde (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Morais).

Em 1975, comemorando 25 anos de uma carreira de muitos sucessos, apresentava-se em clubes do interior ou em churrascarias das grandes cidades, ambientes onde diz sentir mais de perto a reação do povo - para quem sempre cantou - e que a consagrou como um de seus grandes ídolos.

Entre 78 e 83, gravou um repertório mais sofisticado, e também a primeira gravação ao lado de sua alma gêmea musical, Cauby Peixoto, em 81, Exemplo (Lupicínio Rodrigues). A parceria funcionou tão bem que no ano seguinte gravaram juntos o LP Angela & Cauby.

Na era do CD, lançou o aclamado álbum "Amigos" (96), cantando com os maiores ases da MPB, vendendo mais de 500 mil cópias, e no ano seguinte, um tributo a Dalva de Olviveira ("Pela Saudade Que Me Invade"), sua primeira inspiração.

Em 99, gravou "Sempre Sucesso", em duo com Agnaldo Timóteo, 20 anos depois do primeiro álbum de estúdio que gravaram em dupla.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular

 

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