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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

BETH CARVALHO
publicado em: 28/10/2016 por: Lou Micaldas

Elizabeth Santos Leal de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio de 1946. Filha de João Francisco Leal de Carvalho e Maria Nair Santos Leal de Carvalho, e irmã de Vania Santos Leal de Carvalho. Seu contato com a música foi incentivado pela família, ainda na infância. Aos oito anos, ouvia emocionada as canções de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai. Sua avó, Ressú, tocava bandolim e violão. Nas festinhas e reuniões musicais dos anos 60, surgia a cantora Beth Carvalho, influenciada por tudo isso e pela Bossa Nova.
 
Em 1964, seu pai foi cassado pelo golpe militar por ter pensamentos de esquerda. Para segurar a barra pesada que sua família enfrentou durante a ditadura, Beth passou a dar aulas de violão para 40 alunos. Graças à formação política recebida de seus pais, Beth Carvalho é uma artista engajada nos movimentos sociais, políticos e culturais brasileiros e de outros povos. Um exemplo foi a conquista, ao lado do cantor Lobão e de outros companheiros da classe artística, de um fato que até então era inédito no mundo: a numeração dos discos.
 
Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música “Por quem morreu de amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show “A Hora e a Vez do Samba”, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.
 
Vieram os festivais e Beth participou de quase todos: Festival Internacional da Canção (FIC), Festival Universitário, Brasil Canta no Rio, entre outros. No FIC de 68, conquistou o 3º lugar com “Andança”, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, e ficou conhecida em todo o país. Além de seu primeiro grande sucesso, “Andança” é o título de seu primeiro LP, lançado no ano seguinte.
 
A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano, emplacando vários sucessos, como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho”, “Coisinha do Pai”, “Firme e Forte” e “Vou Festejar”. Beth Carvalho é reconhecida por resgatar e revelar músicos e compositores do samba. Buscou Nelson Cavaquinho para a gravação de “Folhas Secas”, em 1973, e três anos depois fez o mesmo com Cartola, ao lançar “As Rosas Não Falam”, em 1976.
 
Diz o poeta que todo artista tem de ir onde o povo está. Esses versos, além de grande verdade, definem com rara precisão a atitude de Beth Carvalho diante da vida. Beth é inquieta. Não espera que as coisas lhe cheguem, vai mesmo buscar. Pagodeira, conhece a fertilidade dos compositores do povo e, mais do que isso, conhece os lugares onde estão, onde vivem, onde cantam, como cantam e como tocam.
 
Frequentadora assídua dos pagodes, entre eles os do Cacique de Ramos, Beth Carvalho revelou artistas como o grupo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombra, Sombrinha, Arlindo Cruz, Luis Carlos da Vila, Jorge Aragão e muitos outros. Mais do que isso, a cantora trouxe um novo som ao samba, porque introduziu em seus shows e discos instrumentos como o banjo com afinação de cavaquinho, o tan-tan e o repique de mão, que até então eram utilizados exclusivamente nos pagodes do Cacique.
 
A partir daí, esta sonoridade se proliferou por todo o país e Beth passou a ser chamada de “Madrinha do Pagode”. Sambista de maior prestígio e popularidade do Brasil, é aclamada também como “Diva dos Terreiros” e “Rainha do Samba”.
 
Em 1979, Beth se casou com Edson de Souza Barbosa, craque do futebol brasileiro, que participou da Copa do Mundo de 66 e um grande amante do samba. Em fevereiro de 1981, se torna mãe de uma menina linda, a quem Edson deu o nome de Luana. Hoje, Luana Carvalho é atriz e cantora, e ganha aos poucos o seu merecido espaço. Para Beth, ser mãe foi e é a coisa mais importante que já aconteceu em sua vida.
 
Beth Carvalho já fez inúmeras apresentações em cidades ao redor do mundo. Na Europa, representou o Brasil em Atenas, no festival “Olimpíada Mundial da Canção”, cantando em um teatro de arena construído há 400 anos a.C., onde recebeu um busto em homenagem à sua passagem. A cantora também se apresentou em outros países europeus, como: Alemanha (Berlim, Frankfurt e Munique), França (Paris, Nice, Toulouse e Montreux, onde participou do famoso festival em 87, 89 e 2005), Itália (Milão e Pádova), Espanha (Madri), Portugal (em Espinho e Lisboa, no show do jornal comunista “Avante”, para um público de 300 mil pessoas), Áustria (Viena) e Suíça (Zurique).
 
A cantora se apresentou em palcos nos Estados Unidos, em Nova York (no Carneggie Hall, considerado um dos palcos mais importantes do mundo), Boston (na Universidade de Harvard), São Francisco, Miami, Chicago, Los Angeles e New Jersey. E também levou seu show para os palcos na América do Sul, como Uruguai (Montevidéu e Punta del Este) e Argentina (em Buenos Aires se apresentou no Luna Park, projeto “Sin Fronteiras” da cantora e amiga Mercedes Sosa). Beth ainda se apresentou por algumas cidades africanas, como Johannesburgo, Lobito, Luanda e Soweto.
 
Beth Carvalho também já levou sua música para Cuba (em Varadero), país com o qual a cantora tem uma forte ligação afetiva. No Japão, embora nunca tenha feito shows, vende milhares de CDs e tem sua carreira musical incluída no currículo escolar da Faculdade de Música de Kyoto.
 
Em 1984, Beth foi enredo da Escola de Samba Unidos do Cabuçú, “Beth Carvalho, a enamorada do samba”, com o qual a escola foi campeã e subiu para o Grupo Especial. Como o Sambódromo foi inaugurado neste mesmo ano, Beth e a Cabuçú foram as primeiras campeãs no novo local. Dentre todas as homenagens já feitas à grande cantora, Beth considera esta, a maior de todas. E declara: “Não existe no mundo nada mais emocionante do que ser enredo de uma escola de samba. É a maior consagração que um artista pode ter”. Em 1985, Beth foi enredo novamente. Dessa vez, da escola de samba Bohêmios de Inhaúma. Em 2010, foi a vez da escola Imperatriz Dona Leopoldina, de Porto Alegre, ter a “Madrinha do Samba” como enredo. A escola gaúcha foi a campeã deste ano. E em 2013, a Acadêmicos do Tatuapé, de São Paulo, levou para o Anhembi, o enredo “Beth Carvalho, a madrinha do samba”.
 
Em 1997, viu a música “Coisinha do Pai”, grande sucesso de seu repertório, ser tocada no espaço sideral, quando a engenheira brasileira da NASA, Jacqueline Lyra, programou a música para ‘acordar’ o robô em Marte.
 
Beth Carvalho gravou o 25º disco, “Pagode de Mesa ao Vivo”, em apresentação na gravadora Universal Music. Max Pierre, então diretor artístico da Universal, traduziu o que ela costuma fazer sempre: cantar o samba de raiz em torno das mesas de quintais, terreiros e quadras, nos pagodes que reúnem os melhores partideiros, músicos e poetas do gênero.
 
Embora mangueirense de coração, Beth foi homenageada pela Velha Guarda da Portela com uma placa alusiva ao fato de ser a cantora que mais gravou seus compositores.
 
Em junho de 2002, recebeu das mãos de Dona Zica, viúva de Cartola, o Troféu Eletrobrás de Música Popular Brasileira, no Teatro Rival do Rio de Janeiro.
 
Carioca da gema e amiga de Cuba, foi solicitada pela presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro para entregar a Fidel Castro, o título de Cidadão Honorário da cidade.
 
Seu 26º disco, “Pagode de Mesa 2” (2000), concorreu ao Grammy Latino na categoria “Melhor Disco de Samba”. O 27° foi o CD “Nome Sagrado – Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho”, seu compositor preferido, disco que contou com participação do afilhado Zeca Pagodinho, além de Wilson das Neves e Guilherme de Brito (parceiro mais constante de Nelson). Este projeto foi tirado de uma gravação caseira do arquivo de Beth e vendido em bancas de jornal. A cantora obteve grande repercussão pela ousadia da empreitada e concorreu ao Prêmio TIM de Música como “Melhor Disco de Samba”.
 
Seu 28° álbum, “Beth Carvalho canta Cartola“ (2003), foi uma compilação idealizada pelo jornalista e grande fã de Beth, Rodrigo Faour. Beth foi a intérprete preferida de Cartola e responsável pela volta desse grande mestre à mídia.
 
Em 2004, a cantora gravou seu primeiro DVD, “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba”, que lhe rendeu um DVD de Platina. O CD, que teve lançamento simultâneo ao DVD, recebeu Disco de Ouro e foi também indicado ao Grammy Latino de 2005, na categoria “Melhor Álbum de Samba”.
 
Em dezembro de 2005, a cantora abriu o Theatro Municipal do Rio de Janeiro para celebrar o Dia Nacional do Samba e seus 40 anos de carreira. Foi um show antológico que reuniu grandes sambistas da atualidade, como Dona Ivone Lara, Monarco, Nelson Sargento, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, entre outros. O registro desse show foi lançado em CD/DVD no fim do ano seguinte, inaugurando o selo da cantora, “Andança”. Em 2007, o álbum foi indicado ao Grammy Latino, na categoria “Melhor CD de Samba”.
 
Ainda em 2007, a cantora lançou, também pelo selo Andança, o CD/DVD “Beth Carvalho canta o Samba da Bahia”, com um repertório de sambas de compositores baianos de diferentes gerações. O DVD foi gravado pela Conspiração Filmes em agosto de 2006, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Dentre outros, Beth teve como convidados Gilberto Gil, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Olodum, Riachão e Danilo Caymmi. O DVD traz ainda um histórico documentário sobre o samba de roda da Bahia. O álbum foi novamente indicado ao Grammy Latino 2008.
 
No dia 28 de abril de 2009, o novo presidente da GRES. Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles, formalizou, em nome da escola, um pedido de desculpas à cantora, pelo incidente ocorrido no Carnaval de 2007, no qual Beth fora impedida de desfilar em um dos carros da agremiação. Em 1º de maio de 2009, Beth Carvalho se apresentou para mais de 100 mil pessoas, na Quinta da Boa Vista, RJ, em evento que celebrou o Dia do Trabalho. Nessa ocasião, a cantora recebeu o título de Comendadora (embaixadora cultural do Brasil no mundo) das mãos do Ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi. O ministro entregou para Beth a Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, em reconhecimento aos serviços que a cantora prestou na divulgação da cultura e da música brasileira.
 
Beth Carvalho foi homenageada na edição 2009 do Grammy Latino, no dia 5 de novembro, em Las Vegas. Na ocasião, a cantora recebeu um dos reconhecimentos mais importantes do Grammy, o prêmio “Lifetime Achievement Awards”, pelo sucesso em toda a sua carreira (Beth foi a primeira sambista a receber esse prêmio).
 
No final de dezembro de 2009, a cantora precisou fazer uma pausa no trabalho, em função de uma fissura na região sacra, que a obrigou a permanecer em repouso absoluto. Nesse período em que esteve afastada dos palcos, Beth Carvalho recebeu algumas homenagens e reconhecimentos importantes. Em setembro de 2010, foi lançada pelo selo Discobertas a caixa de CDs “Primeiras Andanças – Os 10 primeiros anos”, com cinco discos, contendo 71 gravações feitas pela cantora entre 1965 e 1975, reunidas pelo jornalista e pesquisador Marcelo Fróes. Também em setembro, um de seus afilhados mais famosos, Zeca Pagodinho, lançou o CD “Vida da Minha Vida”, dedicado à “Madrinha”.
 
A cantora voltou oficialmente aos palcos no dia 19 de fevereiro de 2011, quando encerrou, numa apresentação memorável, o evento SESC Rio Noites Cariocas, RJ, show que colheu inúmeros elogios do público e da crítica especializada. Em novembro do mesmo ano, promoveu o lançamento do seu 33º álbum de inéditas, “Nosso Samba Tá na Rua” (Andança/EMI Music), projeto que foi marcado pelo reencontro com o produtor musical Rildo Hora, que assinou a produção dos mais importantes discos da cantora na década de 70.
 
Em 2012 voltou a ser hospitalizada, o que não a impediu de participar da gravação dos CDs de Leo Russo e Lu Carvalho. Além disso, foi vencedora do Grammy Latino 2012 por “Melhor Álbum de Samba/Pagode”, com o “Nosso Samba Tá na Rua”, que também foi premiado como melhor disco de samba no Prêmio da Música Brasileira. Em 2013 foi enredo da Acadêmicos de Tatuapé com o tema “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba”.
 
Após um período de hospitalização de aproximadamente um ano, Beth regressou aos palcos no dia 7 de setembro de 2013, no Vivo Rio lotado, voltando com a turnê do álbum “Nosso Samba Tá na Rua”, se apresentando em seguida em várias cidades brasileiras. No réveillon deste ano, se apresentou na Praia de Copacabana no show da virada. Em março de 2014, foi homenageada com uma exposição de fotos, vídeos e áudios que recontam a sua trajetória no Imperator – Centro Cultural João Nogueira e gravou seu quinto DVD, “Beth Carvalho Ao Vivo no Parque Madureira”, para um público de 50 mil pessoas, com a participação de sua sobrinha, a cantora Lu Carvalho e do afilhado Zeca Pagodinho. O lançamento do DVD será em novembro de 2014, através de parceria do selo Andança com a gravadora Som Livre e com o Canal Brasil.
 
Beth Carvalho tem atualmente 49 anos de carreira e uma discografia de 33 discos e 4 DVDs. Com “Beth Carvalho Ao Vivo no Parque Madureira”, passa a ter 34 discos e 5 DVDs lançados. A cantora já recebeu seis Prêmios Sharp, 17 Discos de Ouro, nove de Platina, um DVD de Platina, além de centenas de troféus e premiações.
 

COISINHA DO PAI
Compositores: Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos
Intérpretes: Beth Carvalho e Bateria da Mangueira

 

Umh...Coisinha do Pai...eh!

O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 A Coisinha Tão Bonitinha Do Pai

Voce Vale Ouro todo O Meu Tesouro
 Tao Formosa Da Cabeça Aos Pés
 Vou Lhe Amando Lhe Adorando
 Digo Mais Uma Vez
 Agradeço A Deus Por Que Lhe Fez

O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 A Coisinha Tão Bonitinha Do Pai

Charmosa é Tão Dengosa
 Que Só Me Deixa Prosa
 Tesouro é Que Vale Ouro
 Agradeço A Deus Por Que Lhe Fez

O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
 O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai

  A Coisinha Tão Bonitinha Do Pai


VOU FESTEJAR

Compositores: Jorge Aragão / Neoci Dias / Dida
 Intérpretes: Beth Carvalho e Bateria da Mangueira

 
 
Chora!
 Não vou ligar
 Não vou ligar
 Chegou a hora
 Vais me pagar
 Pode chorar
 Pode chorar
 Mas chora!
 
Chora!
 Não vou ligar
 Não vou ligar
 Chegou a hora
 Vais me pagar
 Pode chorar
 Pode chorar
 
É, o teu castigo
 Brigou comigo
 Sem ter porquê
 Eu vou festejar
 Vou festejar
 O teu sofrer
 O teu penar
 
Você pagou com traição
 A quem sempre
 Lhe deu a mão
 
Você pagou com traição
 A quem sempre
 Lhe deu a mão
 
Mas chora!
 
Chora!
 Não vou ligar
 Chegou a hora
 Vais me pagar
 Pode chorar
 Pode chorar
 
Mas chora!
 
Chora!
 Não vou ligar
 Chegou a hora
 Vais me pagar
 Pode chorar
 Pode chorar
 
É, o teu castigo
 Brigou comigo
 Sem ter porquê
 Eu vou festejar
 Vou festejar
 O teu sofrer
 O teu penar
 
Você pagou com traição
 A quem sempre
 Lhe deu a mão
 
Você pagou com traição
 A quem sempre
 Lhe deu a mão
 
Laraiá Laraiá
 Lá Laiá Laiá
 Laiá Laiá
 Laiá Laiá
 
Eu vou festejar
 Vou festejar
 O teu sofrer
 O teu penar
 
Você pagou com traição
 A quem sempre
 Lhe deu a mão
 
Você pagou com traição
 A quem sempre
 Lhe deu a mão
 

ÁGUA DE CHUVA NO MAR
Compositores: Carlos Caetano / W. Monteiro / G. Gomes
Intérpretes: Beth Carvalho e Hamilton de Holanda
 

O..... meu coração, hoje tem paz
 Decepção, ficou pra trás
 Eu encontrei, um grande amor
 felicidade enfim chegou
 Como o brilho do luar
Em sintonia com o mar
Nessa viagem de esplendor
 Meu sonho se realizou
A gente se fala no olhar..... no olhar!
 É água de chuva no mar..... no mar!
 Caminha pro mesmo lugar
 Sem pressa sem medo de errar
É tão bonito..... é tão bonito o nosso amor
A gente tem tanto querer.......que...rer!
Faz até a terra tremer.......tre...mer!
A luz que reluz meu viver
O sol do meu amanhecer é você
 

MEU LUGAR
Compositores: Arlindo Cruz e Mauro Diniz
Intérprete: Beth Carvalho
 

(No Parque Madureira) [DVD Oficial]

O meu lugar
 É caminho de Ogum e Iansã
 Lá tem samba até de manhã
 Uma ginga em cada andar
 
 O meu lugar
 É cercado de luta e suor
 Esperança num mundo melhor
 E cerveja pra comemorar
 
 O meu lugar
 Tem seus mitos e Seres de Luz
 É bem perto de Osvaldo Cruz,
 Cascadura, Vaz Lobo e Irajá
 
 O meu lugar
 É sorriso é paz e prazer
 O seu nome é doce dizer
 Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá
 
 Ahhh que lugar
 A saudade me faz relembrar
 Os amores que eu tive por lá
 É difícil esquecer
 
 Doce lugar
 Que é eterno no meu coração
 E aos poetas trás inspiração
 Pra cantar e escrever
 
 Ai meu lugar
 Quem não viu Tia Eulália dançar
 Vó Maria o terreiro benzer
 E ainda tem jongo à luz do luar
 
 Ai que lugar
 Tem mil coisas pra gente dizer
 O difícil é saber terminar
 Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa
 
 Em cada esquina um pagode num bar
 Em Madureiraaa
 Império e Portela também são de lá
 Em Madureiraaa
 
 E no Mercadão você pode comprar
 Por uma pechincha você vai levar
 Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar
 Em Madureiraaa
 
 E quem se habilita até pode chegar
 Tem jogo de ronda, caipira e bilhar
 Buraco, sueca pro tempo passar
 Em Madureiraaa
 
 E uma fezinha até posso fazer
 No grupo, dezena, centena e milhar
 E nos 7 lados eu vou te cercar
 Em Madureiraaa
 
 E lalalaiala laia la la ia...
 Em madureiraaa
 

CAMARÃO QUE DORME A ONDA LEVA
Compositor: Arlindo Cruz
Intérpretes: Beth Carvalho e Zeca Pagodinho

 

 

Não pense que meu coração é de papel
  Não brinque com o meu interior
  Camarão que dorme a onda leva
  Hoje é o dia da caça
  Amanhã do caçador
  Camarão que dorme a onda leva
  Hoje é o dia da caça
  Amanhã do caçador
  Não quero que o nosso amor acabe assim
  Um coração quando ama é sempre amigo
  Só não faça gata e sapato de mim
  Pois aquele que dá pão, também dá castigo
  Só não faça gato e sapato de mim
  Pois aquele que dá pão, também dá castigo
  (Não pense que meu coração)
  Não veja meu sentimento com desdém
  Enquanto o bem existir o mal tem cura
  A pedra é muito forte mas tem um porém, meu bem
  A água tanto bate até que fura
  A pedra é muito forte mas tem um porém, meu bem
  A água tanto bate até que fura
  (Não pense que meu coração)
 
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 Tudo o que fazemos é com muito amor para os nossos "velhosamigos".
Lou Micaldas

Fonte: bethcarvalho.com

 

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