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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

CELLY CAMPELLO
publicado em: 27/12/2016 por: Lou Micaldas

Célia Benelli Campello nasceu no dia 18 de junho de 1942 São Paulo.Com cinco dias de nascida foi para Taubaté, no interior do estado, onde a família residia e onde se criou. Filha de Nelson Campello, um professor vereador e de Dona Déa, tem dois irmãos (Nelson e Sérgio).

Em sua infância, como tantas meninas da época, brincava de boneca (tinha uma que se chamava Celly), frequentava o Taubaté Country Club (o único da cidade), ouvia rádio e o piano da avó paterna, Maria Isabel, a vovó Bebé. Além de freqüentar o colégio, estudava piano, violão e balé.

Começou a cantar muito cedo, estreando seu próprio programa de rádio com apenas 12 anos e gravando o primeiro disco aos 15. Ao lado do irmão Tony Campelo apresentou o programa Celly e Tony em Hi-Fi na TV Record de São Paulo. Sua enorme popularidade veio com os primeiro sucessos de rock'n'roll no Brasil, as gravações de "Estúpido Cupido" e "Banho de Lua", realizadas em fins dos anos 50 e clássicas até hoje.

Casou-se em 1962 e interrompeu sua carreira até 1972, quando participou de um festival em Juiz de Fora. Em 1975 fez mais algumas apresentações e gravações, por conta da novela "Estúpido Cupido", da TV Globo.

A MATRIZ DO ROCK BRASILEIRO
O tempo passava e ninguém encarnava o rock no Brasil. Até que, em 1959, "Estúpido Cupido" (versão de Fred Jorge para "Stupid Cupid" de Neil Sedaka e Howard Greenfield) explodiu nas paradas de sucesso de todo o país revelando aquela que seria, sem dúvida, a "matriz do rock brasileiro": Celly Campello.

Logo o "brotinho" de Taubaté/SP se tornou a primeira estrela do rock nacional, consagrando definitivamente o gênero no Brasil. Outros cantores a ela se aliaram como Wilson Miranda ("Bata baby"), Sérgio Murilo ("Rock de morte", "Marcianita", "Broto legal"), Ronnie Cord (com a antológica "Rua Augusta", "Biquini amarelo", "Pera madura"), Eduardo Araújo ("Deixa o rock", "Prima Deise", "Deixa de banca"), Demétrius ("Rock do saci", "O amor que perdi", "Corina, Corina"), Bobby Di Carlo ("Amor de brotinho"), Sonia Delfino ("Diga que me ama", "Volta às aulas"), os irmãos Meire e Albert Pavão ("Vigésimo andar", "A casa da Eni"), Baby Santiago ("Estou louco") e tantos mais que formaram o time dos precursores daquele movimento jovem em nosso país e que hoje podem ser chamados, com toda a justiça, de "os dinossauros" do nosso rock.

Tal qual acontecera com a televisão, quando artistas de rádio migraram para o novo meio de comunicação tendo que aprender fazendo, também músicos e compositores oriundos de outros estilos se bandearam para o rock, tendo de se adaptar ao novo ritmo. O acordeonista Mario Gennari Filho, líder do conjunto que acompanhava Celly como também seu irmão Tony Campello ("Buggie do bebê", "Livro do coração", "Você me venceu") em suas gravações, vinha do baião e da música sertaneja. Hervê Cordovil, conhecido compositor de sucessos como "Uma loura" (na inconfundível interpretação de Dick Farney), foi quem compôs o clássico "Rua Augusta" imortalizado na voz do seu filho Ronnie Cord.

O coral (hoje "backing vocal") para as músicas gravadas pelos irmãos Campello era quase sempre feito pelo "Titulares do Ritmo", grupo composto por deficientes visuais que gravava sambas, chegando a fazer um LP em homenagem ao "Bando da Lua" exclusivamente com sambas e marchinhas de seu repertório (inclusive a inesquecível "Marchinha do grande galo").

Mas, sempre fiel à infidelidade de estilo, esse grupo também gravou hits internacionais com o nome de "The Playings", havendo feito grande sucesso em 1958 com a música "Love me forever", pela gravadora RGE. As versões dos grandes sucessos norte americanos feitas por Júlio Nagib, Fred Jorge, Rossini Pinto, Renato Cortes Real, Romeo Nunes, Ramalho Neto, Benil Santos, etc... ou mesmo composições de Rossini Pinto, Baby Santiago e outros, iam pouco a pouco ocupando espaço nas paradas de sucesso.

Mas o iê-iê-iê passou, como também passaram outros movimentos musicais como a Bossa Nova e a Tropicália, habitando hoje as lembranças de quem os vivenciou. E o rock brasileiro? Está aí até hoje, fruto da semente que não morrera e nem morrerá jamais, lançada ao solo do nosso país por Celly Campello.

Hoje, aos 60 anos de idade, Celly vive em Campinas em companhia de seu marido Eduardo, de seus filhos Cristiane e Eduardo e dos netinhos Gustavo e Henrique.
Devota de Nossa Senhora, Celly entende que "a vida é um presente de Deus". Deliberadamente afastada da mídia (somente se propõe a receber a imprensa em circunstâncias especiais e, assim mesmo, em sua residência), Celly define a fase que está vivendo: "Hoje, quero mesmo é curtir a vida!".

Fonte: www.cliente.escelsanet.com.br

 

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