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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

DJAVAN
publicado em: 22/09/2016 por: Lou Micaldas

Djavan Caetano Viana nasceu em 27 de janeiro de 1949, em Maceió, Alagoas, numa família pobre. Cresceu ouvindo sua mãe cantarolar sucessos de Ângela Maria e Nélson Gonçalves. Djavan foi meio-de-campo do CSA (Club Sportivo Alagoano) e, nessa época, aprendeu, sozinho, a tocar violão ouvindo, olhando e acompanhando as cifras em revistas, no jornaleiro.

Com 18 anos, formou o LSD (Luz, Som e Dimensão), conjunto que animava bailes nos clubes, praias, igrejas e onde mais os chamassem em Macéio. Com 19 anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se exclusivamente à música.

Ao dedilhar seu instrumento, percebeu que poderia compor, mas suas composições causavam estranheza em seus amigos. Esse fato ajudou Djavan a descobrir que, além de gostar de cantar, ele tinha necessidade de compor. Era preciso, então, tentar a sorte num grande centro e o destino escolhido foi o Rio de Janeiro. As dificuldades no começo foram imensas, afinal tratava-se de um negro nordestino que se aventurava numa cidade grande que não conhecia.

O radialista Edson Mauro apresentou Djavan a Adelzon Alves e este, por sua vez, o apresentou a João Mello, produtor da Som Livre, que deu ao cantor sua primeira grande oportunidade. Djavan gravou músicas (de outros compositores) incluídas em trilhas sonoras de novelas da Rede Globo. “Alegre Menina”, de Jorge Amado e Dorival Caymmi, da novela “Gabriela” e “Calmaria e Vendaval”, de Toquinho e Vinícius de Moraes, da novela “Fogo sobre Terra” são dessa época. O que ganhava, entretanto, não era o bastante para poder se sustentar e Djavan precisava completar sua renda. Foi como ‘crooner’ de boate (Number One em Ipanema e 706 no Leblon) que conseguia se manter. Djavan já era casado e tinha uma filha que havia ficado em Macéio e seu desejo era poder trazê-los para o Rio.

O “Festival Abertura”, realizado em 1975, era a grande chance de mostrar seu talento como compositor. Conquistou o segundo lugar com a música “Fato Consumado”, que virou compacto e, segundo o próprio autor costuma dizer, consumou o artista alagoano como fato novo na MPB. Daí veio, em 1976, “A voz, o Violão e a Arte de Djavan”, seu primeiro LP que continha a canção “Flor de Lis”, música que colocou Djavan, efetivamente, no cenário nacional. Assinou contrato com o EMI-Odeon, selo para o qual gravou três álbuns: “Djavan” em 1978, “Alumbramento” em 1980 e “Seduzir” em 1981.

A crítica e o público começaram a reconhecer os méritos do Djavan compositor. Nana Caymmi (Dupla Traição), Maria Bethânia (Álibi), Gal Costa (Açaí e Faltando um Pedaço) e o rei Roberto Carlos (A Ilha) deram vida e fizeram sucesso com músicas compostas por Djavan. A maior homenagem, porém, foi feita por Caetano Veloso que, ao gravar “Sina”, substituiu o verbo “caetanear” pelo verbo “djavanear”.

As músicas de Djavan tocavam nas rádios e seus shows e discos fizeram dele, por dois anos consecutivos (81 e 82), o melhor compositor - prêmio oferecido pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

A antiga CBS, atual Sony Music, contratou o já consagrado Djavan em 1982. O álbum “Luz”, gravado nos Estados Unidos, contou, na faixa “Samurai”, com a participação de Stevie Wonder, além de instrumentistas famosos, como Ernie Watts. O disco, que trouxe também as músicas “Sina”, “Pétala” e “Açai” deu como o próprio título previa, luz ao talento de Djavan também no hemisfério norte.

Para dimensionar melhor a evolução na carreira do artista, basta notar que seus shows, rapidamente, passaram de teatros para ginásios e que a venda dos seus discos pularam de 40 mil para 350 mil cópias.

O disco seguinte, “Lilás”, teve a faixa título executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras no dia de seu lançamento, em 1984. “Esquinas”, composta em Los Angeles durante a gravação do disco e incluída, às pressas, foi outro grande sucesso do disco. Inúmeros shows, além de reverências feitas por artistas do gabarito de Quincy Jones (editor de algumas músicas de Djavan nos EUA) consolidou a carreira do artista brasileiro também naquele país, que teve, em 1985, um álbum compilado dos repertórios de “Luz” e “Lilás”.

“Meu lado”, foi gravado inteiramente no Brasil e refletiu diversas facetas do autor. Em 1987, os estúdios norte-americanos, de novo, abrem a portas para a gravação de um disco de Djavan. Era “Não é Azul Mas é Mar”, lançado no exterior, com o título “Bird of Paradise”.

A novela “Top Model”, da TV Globo, incluiu em sua trilha sonora a música “Oceano”, que traz o refinado violão flamenco de Paco de Lucia e impulsiona o artista de volta às paradas de sucesso. A qualidade poética na obra de Djavan, talvez seja a única coisa que não muda. “Novena”, de 1994, tem o violão como fio condutor e poucos instrumentos. É básico, fundamental e demonstra, com clareza, como Djavan aproveita bem o espaço entre um lançamento e outro.

“Malásia”, de 1996, foi o disco seguinte. Como de hábito, o compositor abraça o mundo novamente. Passeia pelo bolero mexicano, pela salsa cubana, até chegar ao legítimo samba carioca, além de muitas baladas.

Almir Chediak, em 1997, fez um inventário da obra de Djavan. O trabalho resultou em dois livros com 98 músicas e 3 CDs com 47 canções. Mais de 60 artistas participaram do projeto com gravações exclusivas.

“Djavan ao vivo”, lançado em 1999 foi uma homenagem antecipada aos 25 anos de carreira. Toda a obra foi revisitada de forma quase antológica. “Milagreiro”, em 2001, último trabalho até aqui, mantém a poesia em canções bem elaboradas e sem fugir do estilo inquieto e inteligente desse artista alagoano.

Em 2004 surgiu “Vaidade”, o décimo sexto álbum de Djavan e primeiro da sua própria gravadora, a Luanda Records. Desta vez, suas músicas compõem não somente as trilhas sonoras de novelas, mas também de cinema. “Se Acontecer” fez parte da novela Global “Senhora do Destino” e “Tainá-Flor” foi feita sob encomenda para o filme “Tainá 2”.

Fonte: Pesquisa em diversos Sites

 

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