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INTERAÇÃO / HORA DA MÚSICA

ELVIS PRESLEY
publicado em: 04/10/2019 por: Lou Micaldas

No dia 08 de janeiro de 1935, Elvis Aron Presley veio ao mundo, nascendo na cidade de Tupelo. Infelizmente seu irmão gêmeo, Jessie Garon, não resistiu ao parto, e Elvis nunca conseguiu assimilar totalmente a perda do irmão.

O nome Elvis era comum entre os descendentes pobres de irlandeses no sul dos Estados Unidos.

Os Presley sempre frequentaram os cultos das Igrejas Pentecostais daí originando o interesse de Elvis pela música negra americana, ficando muito marcado pela influência gospel. As suas performances de palco foram baseadas nas atuações dos pastores protestantes.

Em 1945, motivado por sua professora, Elvis cantou "Old Shep", em um concurso e a atuação do menino agradou bastante, acabando por ganhar o segundo lugar, que lhe dava direito ao prêmio de 5 dólares e ingressos grátis para todos os brinquedos de um parque diversões.

Em meados de 1946, Elvis ganhou o seu primeiro violão e aprendeu com seu tio Vester algumas técnicas sobre o manuseio do instrumento. Elvis estudou e formou-se eletricista em 1943.

No ano de 1948, a família de Elvis, buscando melhores dias, mudou-se para Memphis, no Tennesse, cidade a sudoeste do estado, conhecida por preservar os ritmos musicais que marcaram a cultura negra americana.

O pai de Elvis conseguiu emprego numa companhia de pintura e sua mãe, Gladys Love, passou a trabalhar como enfermeira. Elvis frequentou a escola L.C. Humes e nas horas vagas fazia bicos como lanterninha.

Elvis entrou na adolescência como sendo um rapaz calmo e reservado, vestia-se de uma forma pouco usual, além de usar cabelo escovinha, gabando-se do seu belo topete e costeletas. Muitas vezes ridicularizado por seus colegas da Humes, Elvis acabava se metendo em encrencas.

O garoto se interessava seriamente por gospel, idolatrando grupos como The Blackwoods, The Statemen e J.D. Summer and The Stamps.

Elvis conseguiu se graduar, sem muito brilho, na Humes e, em julho entrou para a Crown Eletric, trabalhando como motorista de caminhão, sendo que foi dentro desse caminhão, no qual trabalhava o dia inteiro, que ele viu exposto na frente do número 702, da Union Avenue o seguinte anúncio: "Gravamos qualquer um a qualquer hora."

Mesmo titubeante, Elvis resolveu então ir até a Memphis Recording Service que era operada por Sam C. Phillips, que era também dono da Sun Records. Com quatro dólares e equipado com seu famoso violão, aquele que ganhou quando tinha onze anos de idade, Elvis gravou sua voz em um acetato, escolhendo as músicas "My Happiness" e "That's when your hearthaches begin", duas baladas lentas que bem mostravam as suas influências gospel e pop.

No começo de janeiro de 1954, Elvis voltou a Memphis Recording Service para gravar "Casual Love Affair" e "I'll never stand your way". Em abril do mesmo ano, Phillips precisando de um vocalista para gravar uma música chamada "Without you", após ouvir vários cantores, chamou Elvis.

Em junho de 1954, Elvis voltou à Sun para junto do guitarrista Scotty Moore e do baixista Bill Black, gravar algumas músicas, a primeira "I love you because", escrita por Leon Payne. E dentro de uma pausa na gravação começaram a tocar a música "That's All Right Mama", blues de Arthur "Big Boy" Crudup. Phillips, gostando daquilo que estava ouvindo, começou a gravar. Continuaram gravando outras músicas como "Blue Moon of Kentucky", um bluegrass de Bill Monroe.

E dessa mistura da música negra e do country nascia um som novo: Rock n' Roll. Em julho de 1954, Phillips levou um acetato da música de Elvis para ser tocado no programa de Dewey Phillips, tendo uma recepção estrondosa, de tal forma a levar o dono da Memphis Recording Service e da Sun mandar que fossem prensadas cinco mil cópias dele.

A VIRADA DO REI

No ano de 1967, Elvis e Priscilla se casaram, sendo a cerimônia realizada no Hotel Alladin, em Las Vegas, com cerca de cem convidados. Joe Esposito, amigo de Elvis do tempo de exército, foi o padrinho.

Momentos: Elvis e Priscilla

Depois da festa, eles partiram para a lua-de-mel em Palms Springs. Só que o passeio romântico acabou antes do tempo, porque Elvis teve de voltar para Hollywood para concluir as filmagens de Clambake. Os outros filmes deste ano foram Easy Come, Easy Go e Double Trouble.

No dia primeiro de fevereiro de 1968, nasce uma das grandes alegrias da vida de Elvis a sua filha Lisa Marie. Elvis teve apenas uma filha, seu nascimento fez com que o cantor passasse a adotar um comportamento mais comedido.

Todavia, Elvis continuava exagerado, contrariando as determinações da sua mulher, o cantor passou a comprar para a sua filha, de apenas dois anos de idade, casacos de pele, joias, presentes que não condiziam com uma vida normal.

Exatamente no dia 27 de junho de 1968, Elvis começou a trabalhar num especial de TV para a rede americana NBC, que seria gravado nos estúdios do Burbank. O diretor e produtor era Steve Binder, e este desejava fazer um especial sexy e dinâmico, contudo o empresário de Elvis preferia um show de Natal convencional.

Mas felizmente Binder conseguiu convencer Elvis de que este programa seria a salvação de sua carreira. Nele, o astro chamou seus companheiros da Sun, Scotty Moore e DJ Fontana, e pela primeira vez, em sete anos, enfrentou, ao vivo, uma plateia de convidados.

O show foi ao ar no dia 08 de dezembro de 1968 e conquistou uma das maiores audiências do ano, além de levar os críticos ao êxtase. Por uma hora, o público viu Elvis, todo vestido de couro preto, dar novas versões para clássicos como "Blue Suede Soez", "Jailhouse Rock" e "Hound Doge" e mostrar canções inéditas como "If I Can Dream" e "Memories", que foram lançadas em compacto que conseguiu boa repercussão.

Depois do especial da NBC, Elvis voltou a Memphis para novas gravações. O estúdio escolhido foi o American. Para muitos, essas sessões foram um dos pontos altos da carreira do cantor, gerando o álbum From Elvis in Memphis e músicas como "In the Guetto" e "Suspicious Minds". Elvis já não queria mais filmar. Seus contratos previam apenas mais três filmes: Charo, The Trouble with Girls e Change of Habit.

O DIVÓRCIO

Em 1972, Elvis foi homenageado pela cidade de Memphis, passando a avenida onde morava, Bellevue Boulevard, a se chamar Elvis Presley Boulevard. No entanto, mesmo com a alegria de tal homenagem, Elvis acabou sendo fortemente abalado pela notícia de que Priscilla estava deixando Graceland, pois não aguentava mais o estilo de vida de Elvis, que trocava o dia pela noite e tinha se tornado fanático por armas (Elvis não aceitava que alguns cantores fizessem apresentações banais ou com pouca expressão sentimental. Certa vez, enquanto assistia uma dessas apresentações na TV, Elvis, disparou contra a TV), e sua constante infidelidade. Priscilla começou a manter um caso com Mike Stone, professor de karatê do casal.

Buscando esquecer os seus problemas de ordem pessoais, Elvis enfrentou um de seus maiores desafios, ou seja, cantar no Madison Square Garden, em Nova Iorque, inclusive foi gravado um disco ao vivo, denominado As Recorded ato Madison Square Garden que logo subiu ao topo das paradas.

Em 1973, saiu o documentário Elvis on Tour, que obteve grande sucesso. Em janeiro de 1973, o cantor foi ao show beneficente Aloha from Hawaii, que seria transmitido para boa parte do mundo, via satélite. O evento aconteceu no dia 14, no Honolulu Internation Center, e foi visto por cerca de um bilhão de pessoas.

O COMEÇO DO FIM

Elvis passou a ter sérios problemas de obesidade, que abalaram sua saúde. Em fevereiro, por exemplo, ficou doente e teve que cancelar uma série de apresentação no Hotel Hilton, em Las Vegas. Nessa época, lançou um single com "Separate Ways" e "Always on My Mind".

Pela primeira vez, o Rei abriu a guarda em sua vida pessoal, deixando refletir o momento depressivo que enfrentava. Elvis e Priscilla se divorciaram oficialmente em 11 de outubro de 1973. Além da guarda de Lisa Marie, Priscilla saiu com dois milhões livres e uma polpuda pensão mensal. Quatro dias depois Elvis foi levado para o Hospital Batista de Memphis, sofrendo de pneumonia. Ficou internado quase duas semanas.

Em 1974, o cantor continuou a cruzar o país e a fazer temporadas em Las Vegas. Saíram os álbuns As Recorded Live on Stage in Memphis, Raised on Rock e Good Times, os dois últimos, em estúdio.

Em 1975, se tornou quarentão. Passou o aniversário internado, com glaucoma, hipertensão e outras doenças causadas pelo excesso de peso. Elvis era hipocondríaco, gostava de tomar remédios por sua conta e os ingeria para que não tivesse algum tipo de dor que provavelmente não viria a ter.

As enormes quantidades de remédios que Elvis tomava não apenas denotaram sinais de angústia e depressão. O cantor também apresentou problemas no cólon, aparelho digestivo e glaucoma na vista esquerda. Quanto a este glaucoma não se sabe ao certo se ele era crônico ou agudo. O certo é que os enormes óculos que o cantor utilizava tinham como objetivo proteger os seus olhos dessa doença.

O cantor se utilizava de doses de morfina para aliviar as dores que tinha nos ossos posteriores relacionados a um princípio de câncer. Os exames feitos após sua morte indicam que essas dores poderiam ser um tipo de câncer ósseo, comprovando que Elvis estava doente.

Elvis passou a gastar dinheiro descontroladamente. Em julho, nada menos que 14 carros, um deles para uma desconhecida que simplesmente olhava a gastança pela vitrine. Adquiriu também quatro aviões, sendo que seu xodó era um gigantesco Convair, um luxuoso motel voador, que foi batizado de Lisa Marie.

Ainda em 1975 saiu o single com "My Boy", "Today" e "Promised Land", os álbuns daquele ano, eram centrados em country e baladas românticas. O cantor voltou ao Hilton em 18 de agosto. No reveillon de 1975, o Rei cantou no Silver Dome de Pontiac, Michigan, para 80 mil pessoas, quebrando o recorde de um artista solo, ao ganhar 850 mil dólares por um único show. Esse show teve manchete no mundo inteiro.

Nele, Elvis acabou rasgando as calças. No geral foi um desastre. Estava fora de forma e se sentiu desconfortável no gigantesco palco. Mas precisava do dinheiro. Apesar de ganhar muito, gastava mais ainda.

Em 1976, as coisas pioraram, Elvis já não tinha forças para se apresentar ao vivo. Seus shows duravam 40 minutos, ele praticamente não se mexia mais no palco e balbuciava as letras. Com todas as dificuldades, embarcou em mais uma turnê, que começou em 17 de março em Johnson City, Tennesse.

Algumas coisas começaram a mudar. Vernon demitiu Red e Sonny West e Dave Hebler, três dos mais violentos guarda-costas de Elvis. O trio se vingou anunciando que escreveriam um livro denunciando os podres de Elvis.

Da Máfia original só restaram Joe Esposito e Charlie Hodge. Outra baixa no staff foi a partida de Linda Thompson, também cansada da infidelidade de Elvis. Mas o Rei já estava de olho em Ginger Alden, uma beldade de 20 anos que logo estaria dividindo o seu quarto em Graceland.

Em março de 1977, a saúde de Elvis piorava e ele mandou preparar seu testamento. Os beneficiários foram seu pai Vernon, Lisa Marie e sua avó, Minnie Mae. Depois fez uma rápida viagem de descanso ao Havaí.

As férias não acabaram bem. Elvis ficou com o olho infeccionado e resolveu voltar. Elvis tinha que encarar mais um especial de TV, desta vez para a CBS. O show foi gravado em Omaha, onde ele nunca tinha estado antes. As gravações foram feitas no dia 19 de junho.

Apesar de seu péssimo estado físico, talvez pressentindo que seria a última vez que apareceria na TV, Elvis deu tudo de si e apesar de seus movimentos estarem restritos, a voz continuava tão poderosa quanto antes. Foi gravado também um show em Rapidi City, no dia 21, mas neste, o cantor estava horrendo. Apenas a música "My way" foi aproveitada na edição final.

O programa foi ao ar somente em outubro daquele ano. Concluídas as gravações, o Rei seguiu com a turnê. No dia 26, chegou a Marquet Arena, em Indianápolis, Indiana. Elvis usou um macacão com motivos astecas, o único que ainda servia.
Foi a última vez que Elvis Presley subiu num palco.

Em julho sairia Moody Blue, seu derradeiro LP. No dia primeiro de agosto foi lançado o livro Elvis: What happened?, escrito pelos três guarda-costas demitidos. Pela primeira vez, o mundo soube o que realmente ocorria atrás dos muros de Graceland.

Segundo o livro, ele era um astro decadente e esbanjador, que achava que tinha poderes divinos e falava com a mãe morta antes de dormir. Pior: revelava que Elvis usava drogas. Para dormir, para levantar, para ir ao banheiro. Na verdade, ele fazia um uso nada moderado de barbitúricos e anfetaminas.

Nos anos 70, quando retornou às desgastantes apresentações ao vivo. Elvis tornou-se íntimo do Dr. George "Nick" Nichopoulos, que virou seu médico particular. Dr. Nick viajava com ele, e, no total, receitou mais de 5000 pílulas para o cantor nos últimos anos. Tudo isso com receita. Para aliviar a mágoa do ex-marido, Priscilla mandou Lisa Marie para ficar uns tempos com o pai.

No dia 14 de agosto de 1977 começou uma dieta rigorosa. Elvis queria acabar com a má impressão causada pelo livro e mostrar ao mundo que ainda era o maior de todos. Planejava uma nova turnê, cujo ponto alto seria um mega show, em que anunciaria o seu casamento com Ginger, no entanto, na manhã seguinte Ginger entrou no banheiro e viu o namorado caído, clamou por ajuda e Esposito e outros empregados com algum esforço viraram o corpo de Elvis. Ele estava frio e não respirava. Os médicos chegaram e tentaram respiração artificial, já no hospital.

Elvis foi levado para uma sala de emergência, onde tentaram reanimá-lo por, cerca de 30 minutos. Às 15h30 de 16 de agosto de 1977, aos 42 anos, Elvis Aron Presley foi declarado oficialmente morto. Por volta das oito da noite, a equipe médica revelou a causa do óbito: arritmia cardíaca.

CURIOSIDADES

"O Rei do Rock" Elvis Presley foi incluído no Hall da Fama da música Gospel, se tornando o primeiro a fazer parte do Hall da Fama em três estilos (além do Gospel, do Rock´n roll e do Country). Uma cerimônia para celebrar a escolha foi realizada em uma igreja em Franklin, perto de Nashville, sua cidade natal.
Elvis foi premiado três vezes com o Grammy Award (1967, 1972 e 1974), todas elas na categoria gospel. (foto de 1960)

Em 1968, ano que marcou a sua volta definitiva à música e o nascimento da sua filha, Elvis acreditava ser um novo personagem mítico, neste período adotou como livro de cabeceira as obras do místico Khalil Gibran, "A Procissão" e "Espelhos da Alma". O cantor usava três colares religiosos:
um crucifixo, a estrela de Davi e um símbolo oriental.

CANTE JUNTO!

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ELVIS PRESLEY - PENÚLTIMA APRESENTAÇÃO

Colaborador(a): Zeca Pizzolato

 

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