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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

JUCA CHAVES
publicado em: 14/11/2017 por: Lou Micaldas

Os artistas são sempre vaidosos e todos escrevem sua biografia, nunca esquecendo os elogios citados nos jornais, por algum crítico, amigo da família. Eu, que não sou bobo nem nada, fiz a minha própria biografia, publicada em vários programas de teatro, em Portugal, França, Itália e Suíça, isso, sem falar no Brasil, mesmo porque, se falasse, não iria impressionar muito...

Meu pai é austríaco de nascimento e brasileiro por opção. Minha mãe é brasileira de nascimento e, analogamente, austríaca por necessidade. Eu e minha irmã somos brasileiros nascidos no Lido, em Copacabana. O Chaves de nosso sobrenome é consequência de naturalização do velho (não do nome) Czackes.

Concluindo: Chamo-me Jurandyr Chaves, assim exatamente registrado e portanto brasileiro de 400 anos – 400 anos de Áustria, claro! Meu nome é indígena: Jurandyr. Quer dizer “o que veio trazido pela luz do céu.” E para aqueles que não acreditam em gestação e outros pecados, compreenderão porque é que eu nunca irei ao céu. Pois, de lá eu vim..."

Jurandyr Chaves, Juquinha para os íntimos, nascido no dia da graça de 22 de outubro de 1938, 438 anos, portanto, depois do descobrimento do Brasil. Muito cedo fugi com a família para São Paulo, onde fui educado. Muito mal, para alguns. Nunca fui precoce, nem dei recitais quando criança, nem ganhei medalhas de honra ao mérito. Fui uma só vez campeão infantil de corrida-de-saco e vice-campeão colegial de bola-de-papel-ao-cesto.

Aos treze anos consagrei-me definitivamente no conceito do público, quando marquei um gol contra em partida decisiva. Foi meu presente pelo dia das mães. Várias vezes enganado por minhas namoradas, era considerado um rapaz normal. Em verdade, demonstrei ainda cedo que iria optar mesmo era para a poesia, a música e a mulher.

Por causa de uma menina de trancinhas, chamada Sandra, aprendi violão aos 7 anos com Lurdinha Amaral. E cantando "Oi, trepa no coqueiro e tira o côco" fiquei sendo vedete do curso primário do Mackenzie. Segundo meus colegas e professores, "era divertido ouvir Juquinha, pequenino e baixo, com o violão maior que ele" cantando para passar de ano.

Lá pelos meus 12 anos, eu compus a primeira modinha de amor para uma garota de nome Neusa, de 10 anos. Por ser pequena demais para ser chamada de broto, chamei-lhe de "semente" - E "semente bonitinha" ficou o título da segunda composição romântica, isto porque aos 6 anos, já havia composto um "Hino para os cachorros", pois desde aquela época, quanto mais eu conhecia as meninas, mais eu gostava dos cães.

Outras modinhas vieram. Eram modinhas de compasso quaternário, influenciadas por Caymmi e Luiz Gonzaga, os quais, com Lamartine Babo, considero a trilogia básica da música brasileira.

Lou entrevistou Juca Chaves para o Programa VelhosAmigos

Paródia - Adeus em ritmo de lava jato

Autor(a): www.uol.com.br/juca/

 

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