Logomarca Velhos Amigos
INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

NAT KING COLE
publicado em: 17/03/2017 por: Lou Micaldas

BIOGRAFIA
NAT KING COLE, QUASE CENTENÁRIO


Nat King Cole, um dos intérpretes mais expressivos do nosso tempo, fez vibrar milhões de pessoas, no mundo inteiro, com sua voz suave, envolvente e ao mesmo tempo, apaixonada e vibrante.
 
Nat nasceu em 17 de março de 1917, no bairro de Montgomery, Alabama e recebeu o nome de Nathaniel Adams Coles. Quando tinha quatro anos, mudou-se para Chicago porque seu pai foi chamado à igreja Batista. Lá cresceu e, até os 12 anos, ficou tocando órgão e cantando na igreja, onde recebeu forte influência do pianista Earl Hines.

Embora cantasse e tocasse na igreja Batista, seus interesses eram voltados para o jazz, tipo de música que seus pais não aceitavam, por ser ligada aos nightclubs e à vida noturna.

Sua mãe, que foi sua primeira professora de música, queria transformá-lo num pianista clássico.
A primeira vez que ele se apresentou em público como pianista foi no teatro Regal de Chicago.
Três dos irmãos de Nat kin Cole, Eddie, Fred e Isaac já eram músicos do jazz, e o levaram a Eddie Coles, já como pianista de jazz.

Em 1936 mudou-se para Los Angeles e em 1937, formou seu primeiro trio, com o guitarrista Oscar Moore e o baixista Wesley Prince.

Durante suas apresentações em Sewanee Inn de Los Ángeles, começou a cantar tentando criar variações no ritmo das músicas que interpretava. O grupo se transformou mais tarde no King Cole Trio (com Johnny Miller no baixo substituindo a Prince).

Em 1943, gravou "Straighten Up and Fly Right", inspirado em um dos sermões do seu pai, música que só obteve sucesso em 1944.

Em 1946, sua gravação The Christmas Song, com o cantor Mel Torme se converteu em um novo sucesso, que continuou com 'Nature Boy' dois anos depois.

Outros sucessos foram Route 66 (1946), Unforgettable (1950) e Mona Lisa (1950), que conseguiu um Oscar como tema do filme Captain Carey, U.S.A.

Em 1948 comprou uma casa em um condomínio só de brancos nos arredores de Los Angeles. Atearam fogo em uma cruz em frente à sua casa. O conselho do condomínio disse-lhe que não queriam indesejáveis mudando-se para lá.

Ele concordou e disse "Eu também não, se eu vir alguém indesejável mudando-se, serei o primeiro a reclamar".
Outros sucessos foram Route 66 (1946), Unforgettable (1950) e Mona Lisa (1950), que conseguiu um Oscar como tema do filme Captain Carey, U.S.A.

Em 1948-49, Cole se tornou o primeiro músico negro de jazz a ter seu próprio programa semanal de rádio.
Desde cedo sofreu por causa do preconceito aos negros, chegando a se apresentar para plateias brancas e negras separadamente.
 
Apresentou um programa na tv americana, com grande audiência, mas que acabou sendo extinto, pois os patrocinadores não queriam seus produtos associados a um homem negro.
Suas músicas românticas tinham um toque especial junto a sua voz associada ao piano, tornando-o assim, um artista de grande sucesso.

Porém, a popularidade dos seus discos e o sucesso de seus shows permaneceram extraordinários.
Um de seus últimos trabalhos foi no filme Cat Ballou, onde cantou a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.

Em 1948-49, Cole se tornou o primeiro músico negro de jazz a ter seu próprio programa semanal de rádio.
A primeira vez que ele se apresentou em público como pianista foi no teatro Regal de Chicago
A carreira dele mudou para sempre em 1950, com a gravação de Mona Lisa que se tornou um verdadeiro sucesso. De repente, Nat King Cole ficou famoso como um cantor de non-jazz , e muitos fãs novos nunca tinham percebido que ele também tocava piano.

Durante os anos cinquenta e sessenta, ele tocou baladas populares, sem nunca ter perdido a habilidade para apresentar seu jazz estimulante.

Sua voz marcante imortalizou várias canções como: Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais em língua espanhola e portuguesa.
 
Em 1956, retornou a Alabama, onde seu trio se apresentou no auditório municipal em Birmingham. Foi aí, que ele foi atacado e ferido por quatro membros do Conselho Branco dos Cidadãos.

Ainda machucado, Cole retornou e terminou sua apresentação para cerca de 4.000 pessoas. Cole, que frequentemente se apresentava em Montgomery, prometeu nunca mais voltar ao sul.

Em 1957, destacou-se também como o primeiro negro a ter um programa semanal na televisão, alguns dos quais foram liberados para vídeo, mas devido ao racismo daquela época, o programa foi cancelado porque se tornou impossível encontrar um patrocinador nacional.
 
Por ter o hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor, pai da cantora Natalie Cole, morreu vítima de câncer no pulmão, em 15 de fevereiro de 1965, em Santa Monica, Califórnia.
Um de seus últimos trabalhos foi no filme Cat Ballou, onde cantou a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.
 
Veja curiosidades sobre o músico de jazz que faria 100 anos hoje. Ou 98? Entenda
RIO — Há várias singularidades na história de Nat King Cole: foi o único grande músico de jazz a se tornar grande cantor romântico, o primeiro negro a estrelar um programa de TV nos Estados Unidos, único de sua geração a ter toda a sua obra gravada e ainda em catálogo (só na Amazon, são 4.107 itens relacionados) e o maior vendedor de discos da gravadora Capitol, numa época em que Frank Sinatra vivia nela sua melhor fase. Único, também, por ter cinco datas para comemorar seu centenário: a oficial, registrada pelas enciclopédias (uma delas, a de Leonard Feather), é hoje, 17 de março. Três outras mencionam os anos de 1912, 1915 e 1916. O certo, porém, defendido por biógrafos mais obstinados, seria o mesmo dia, mas daqui a dois anos.
 
O INÍCIO, NA IGREJA

Nathaniel Adams Coles, que muito cedo cortaria o S do último nome, nasceu mesmo em Montgomery, Alabama, em 17 de março, dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, e em 1919. Como as autoridades locais não se preocupavam em registrar o nascimento de crianças negras, mesmo que filho de pastor da Igreja Batista, a confusão se fez. O ano de 1917 foi o que Nat informou para a certidão de seu primeiro casamento, com a dançarina Nadine Robinson (com 21 anos, não precisaria de autorização do pai para se casar). Na igreja, aprendeu a tocar órgão. O piano veio em seguida, por insistência da mãe, quando a família se mudou para Chicago.

Lá, Cole estudou os clássicos e, ao mesmo tempo, o jazz. O que havia de melhor no gênero estava em Chicago: King Oliver, Louis Armstrong, Jelly Roll Morton, Kid Ory, Duke Ellington, Ben Webster, Earl Hines, este um pianista cujo estilo influenciou o de Cole. Depois de tocar com o conjunto do tio, Eddie Coles (com quem gravou seus primeiros discos na Decca), Nat Cole foi tentar carreira na Califórnia, onde, tocando no Swanee Inn, ganhou o “King” entre os nomes e formou um trio. Tinha 19 anos.
 
PIANISTA X CANTOR

O Nat King Cole Trio foi a sua fase de maior brilho como músico de jazz. Um trio com, até então, inusitada formação: ele no piano, Oscar Moore na guitarra e Wesley Prince no contrabaixo. A excelência de cada um e a integração entre os três resultaram em clássicos da discografia, os 349 registros em disco, contando com takes alternativos ou rejeitados, que estão nos 18 CDs da obra completa do grupo.
 

 

O cantor não surgiu por acaso, como sugere a lenda sobre o bêbado que, ouvindo o trio tocar “Sweet Lorraine”, passou a noite gritando para Cole cantar a letra de Mitchel Parrish. A verdade é que suas intervenções vocais sempre fizeram parte das apresentações. O sucesso é que levou adiante o cantor de voz densa, mas não agressiva, de emissão suave, mas não piegas, de interpretação apaixonada, mas não submissa. Isso, mais a forma clara e elegante de pronunciar as vogais abertas, já estavam com ele desde cedo.

Mas foi em 1948, pouco antes de seu casamento com Maria Ellington (futura mãe de Natalie Cole), que ele gravou “Nature boy”, canção pseudofilosófica de um estranho iogue chamado Eden Ahbez. Sucesso tão espetacular que o cantor começou a tirar o lugar do pianista.
 
PRECONCEITO RACIAL

Esse sucesso custou sérios problemas a Nat King Cole, todos por preconceito. Moradores brancos de Hancock Park, onde Cole comprara casa de três andares e 12 quartos, fizeram pressão para que ele se mudasse. O programa de TV, estreado em novembro de 1956, foi logo transferido do horário nobre para a manhã. Diante dos protestos de telespectadores (brancos que não aceitam um negro cantando coisas de amor para suas mulheres, músicos inconformados por ele ganhar mais do que a orquestra branca que o acompanhava etc.), os patrocinadores não renovaram contrato, e o programa saiu do ar um ano depois.
 

 

Os tempos eram outros, e só por isso foi possível o que aconteceu em Birmingham, Alabama, escala final de uma excursão do trio com a orquestra de Ted Heath, o grupo The Four Freshmen e a cantora June Christ, todos brancos. Os artistas, Cole entre eles, aceitaram se apresentar para duas plateias na mesma noite, somente brancos na primeira sessão, somente negros na segunda. Foi justamente no primeiro show, quando Cole começou a cantar “Little girl”, que cinco membros do Conselho dos Cidadãos Brancos do Alabama subiram ao palco e o espancaram à vista de todos.
 
SUCESSO E MORTE PREMATURA

Os fãs do jazz não chegaram a rejeitar o cantor, mas tinham saudades do pianista. E os que curtiam as baladas românticas — destinadas a sair de moda — jamais deixariam de comprar seus discos. Foi por isso que a alta e famosa torre de sua gravadora, a Capitol, em Hollywood, ficou conhecida como “a casa que Nat King Cole construiu”.
 

 

O câncer nos pulmões foi descoberto dois meses antes de sua morte, em 15 de fevereiro de 1965. Os cigarros que fumava em excesso (segundo dizia, para manter a voz grave, encorpada) teriam sido a causa. Cantou enquanto pôde: em 3 de dezembro, fez suas últimas gravações: três canções de amor.
 
'INESQUECÍVEL' NO BRASIL
 

Show de Nat King Cole no Maracanaziho, em 1959 - Eveline / Agência O Globo

Nat King Cole fazia sucesso em toda a América Latina, sobretudo no Brasil. A diferença é que seu cartaz no México, em Cuba e em outros países “south of the border” devia-se, principalmente, a três LPs gravados entre 1958 e 1962: “Cole español”, “More Cole español” e “A mis amigos”, cantando, sem entender as letras, boleros, sons, guarachas etc. No Brasil, era mesmo com a música romântica americana que ele vendia aos milhares os discos Capitol lançados aqui pela Odeon. E mais: sucessos como “Too young”, “Blue gardenia” e “Pretend” ganhavam letras em português gravadas por Cauby Peixoto, Lúcio Alves e o veterano Carlos Galhardo.
A preferência dos brasileiros ficou nítida quando, em 19 de abril de 1959, Cole cantou para um Maracanãzinho lotado, depois de se apresentar para plateias selecionadas por clubes fechados ou ingressos caros. Naquele domingo, os fãs saudaram “Quizás, quizás, quizás” com aplausos econômicos e vibraram ao reouvir “Tenderly” e “Unforgettable”.
Até aquela sua única vinda ao Brasil, Nat King Cole só gravara uma canção brasileira, o samba carnavalesco “Não tenho lágrimas”, vertido como “Come to the Mardi Gras”. Aqui, no estúdio da Odeon (o mesmo em que João Gilberto acabara de perpetuar “Chega de saudade”), Cole gravou para o LP “A mis amigos” outras coisas nossas, como “Ninguém me ama”, com contracanto de Silvia Telles, “Caboclo do rio”, com o Trio Irakitan, “Suas mãos” e “Não tenho lágrimas”, esta, agora, no original.

Fonte: Jornal O Globo
Autor: João Máximo

NATURE BOY

NATURE BOY
(Garoto da Natureza)

There was a boy
Havia um menino
There was a boy
Havia um menino

A very strange enchanted boy
Um menino muito estranho e encantado
They say he wandered very far, very far
Dizem que ele vagava muito longe, muito longe

Over land and sea
Por terra e mar
A little shy and sad of eye
Um pouco tímido e de olhar triste
But very wise was he
Mas muito sábio ele era

And then on day
E, então, em um dia
A magic day he passed my way
Um dia mágico, ele passou pelo meu caminho
And while we spoke of many things
E enquanto falávamos de muitas coisas
Fools and kings
Tolos e reis
This he said to me
Isso ele me disse

The greatest thing you'll ever learn
A única e maior coisa que você irá aprender
Is just to love and be loved in return
É simplesmente amar e ser amado em troca

 

 

 

 

 

 


VOLTAR
AO TOPO DA
PÁGINA