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INTERAÇÃO / HORA DA MÚSICA

NÚBIA LAFAYETTE
publicado em: 08/05/2018 por: Lou Micaldas

Nascida na cidade de Açu, no Rio Grande do Norte, a pequena Idenilde da Costa Araújo, aos 12 anos de idade já fazia do cabo da vassoura um microfone para cantar as músicas de Vicente Celestino e Dalva de Oliveira, os maiores cantores da época.

A cantora potiguar desembarcou muito cedo no Rio de Janeiro e começou sua carreira no fim dos anos 50, com o nome artístico de Nilde Araújo. Cantou em programas de calouros, interpretando músicas da época; foi crooner da boate Cave no Rio de Janeiro e estreou cantando Dalva de Oliveira. Chegou a gravar um disco ainda como Nilde Araújo - seu primeiro nome artístico - e veio a assumir o nome definitivo de Núbia Lafayette, em 1960, por sugestão do compositor Adelino Moreira, que a apresentou, com o apoio de Nelson Gonçalves, à gravadora RCA e encontrou em Núbia a intérprete ideal para suas canções inolvidáveis.

Ainda em 1960, Núbia grava seu primeiro disco de carreira com a música "Devolvi", de Adelino Moreira, que logo passará a tocar nas rádios de todo País e, exaustivamente, nas rádios de todo o nordeste, o que a projetou como uma cantora romântica e popular.

Nelson Gonçalves teve uma grande importância na carreira de Núbia Lafayette: apresentou-a à RCA, foi sua fonte de inspiração musical masculina e um grande professor, ensinando-a como se comportar no palco. Núbia, pela grande afinidade com o cantor, foi apontada por muitos de seus fãs como um "Nelson Gonçalves de Saias"; regravou muitos de seus sucessos como: "Argumento" (Adelino Moreira), "A Volta do Boêmio" (Adelino Moreira) e "Fica Comigo Esta Noite" (Nelson Gonçalves/Adelino Moreira).

"Devolvi", o seu primeiro sucesso, não foi o único, logo depois vieram cair na boca do povo músicas como o bolero "Seria tão Diferente", "Prece à Lua", "Solidão", "Preciso Chorar", "Primazia", "Ouvi Dizer"(todas de Adelino Moreira) e "Mais uma Lição"( Nonô Basílio). Depois, já pelos anos 70 e pela gravadora CBS, veio uma segunda fase de sucessos. Núbia volta para as paradas com "Casa e Comida", música de Rossini Pinto, que foi faixa título de um LP gravado em 1972. A música virou uma espécie de hino nacional das mulheres malcasadas e desprezadas pelos seus maridos infiéis, pois quase todas sabiam de cor o refrão que dizia;

"Não é só casa e comida que faz a mulher feliz".Neste mesmo LP, a música "Aliança com Filete de Prata" (Gloria Silva) também passou a fazer parte definitivamente do seu repertório, como também as músicas que lançou, anos depois, a exemplo de "Mata-me Depressa"(Rossini Pinto), "Quem eu Quero Não me Quer"(Raul Sampaio/ Benil Santos), "Esta Noite Eu Queria Que o Mundo Acabasse" (Silvio Lima) e as recordistas de pedidos suplicantes nos eufóricos shows de Núbia Lafayette: "Lama"(Aylce Chaves /Paulo Marques) e "Fracasso" (Mario Lago) músicas que ficaram célebres em sua voz.

Apesar dos modismos, Núbia sempre se manteve fiel ao romantismo das mágoas, da traição, do desconsolo e da fossa que teve, em Adelino Moreira, seu grande profeta, mais ainda assim gravou também outros grandes especialistas da dor de cotovelo como Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins, Raul Sampaio, Jair Amorim, Evaldo Goveia, Othon Russo entre outros.

Muitos cantores da Música popular, que estão fazendo sucesso por aí, são confessadamente influenciados por essa musa do povo que é Núbia Lafayette a exemplo de Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos e Tânia Alves. Realmente é uma legião de fãs dentro e fora do meio artístico: Cauby Peixoto, Adilson Ramos, Waldick Soriano, Cláudia Barroso, Paulo Gracindo entre outros, muitos desses já puderam até exercitar sua tietagem dividindo microfone com Núbia em gravações emocionadas que é o caso de Alcione, Gonzaguinha, Nelson Gonçalves, Elymar Santos, Waldick Soriano, Noite Ilustrada Gilberto Milfont e Trio Irakitan.

Antes de falecer, a cantora estava residindo na cidade de Maricá/RJ.

Nasceu em 21/1/1937 - Faleceu em 18/06/2007.

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Autor(a): Hugo de Oliveira

 

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