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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

RAUL SEIXAS
publicado em: 25/06/2018 por: Lou Micaldas

Raul dos Santos Seixas nasceu em Salvador, BA, em 28 de junho de 1945. Sua grande influência foi o rock-and-roll da década de 1950, que ouviu muito nos discos emprestados pelos vizinhos, funcionários do consulado norte-americano em Salvador.

Aos 12 anos fundou o conjunto The Panthers (mais tarde, Os Panteras), primeiro grupo de rock de Salvador a usar instrumentos elétricos, passando a tocar em cidades do interior baiano. Começou a estudar direito, mas abandonou o curso para se dedicar à música. Em 1967, Jerry Adriani apresentou-se ao vivo em Salvador, acompanhado pelos Panteras, e se entusiasmou com o grupo, convencendo-os a se mudarem para o Rio de Janeiro, onde gravaram pela Odeon (mais tarde EMI) seu primeiro disco LP, "Raulzito e os Panteras".

De 1968 a 1972 trabalhou como produtor da CBS. Produziu e lançou, em 1971, o LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta sessão das dez", com músicas de sua autoria e em parceria com Sérgio Sampaio, sendo ambos os intérpretes, ao lado de Míriam Batucada e Edy Star.

Apresentou-se no VII FIC (transmitido pela TV Globo) em 1972, com duas músicas, "Let Me Sing", "Let Me Sing e Eu sou eu", "Nicuri e o diabo". Contratado em 1972 pela Philips, gravou o LP "Os 24 grandes sucessos da era do rock", no qual aparecia creditado apenas como produtor e arranjador.

Seu primeiro grande sucesso como intérprete foi "Ouro de tolo", em 1973, incluída em seu primeiro LP solo "Krig-há, Bandolo!", do mesmo ano e que incluiu outros êxitos, como "Metamorfose ambulante", "Mosca na sopa" e "Al Capone" (com Paulo Coelho). Seu sucesso se consolidou com os três LPs seguintes, "Gîtâ" (1974), "Novo aeon" (1975) e "Há dez mil anos atrás" (1976).

Mudando-se em 1977 para a Warner (que inaugurava sua filial brasileira), gravou três LPs: "O dia em que a terra parou" (1977), que inclui "Maluco beleza" (com Cláudio Roberto), que se tornaria um hino da geração hippie, "Mata virgem" (1978) e "Por quem os sinos dobram" (1979).

Apesar de crescentes problemas de saúde e várias trocas de gravadoras, manteve o prestígio e o sucesso em quase todos seus LPs seguintes: "Abre-te sésamo" (CBS, 1980), Raul Seixas (incluindo sucessos como "Capim-guiné", com Wilson Ângelo, e "Carimbador maluco", este incluído no musical infantil "Plunct, Plact, Zumm", da Rede Globo, Eldorado, 1983), "Metrô linha 743" (Som Livre, 1984), "Uah-bap-lu-bap-lah-bdim-bum!" (Copacabana, 1987), "A pedra do Gênesis" (Copacabana, 1988) e "A panela do Diabo" (em dupla com Marcelo Nova, um de seus maiores discípulos e líder do Camisa de Vênus; Warner, 1989).

Seus outros sucessos incluem "Como vovó já dizia" (com Paulo Coelho, 1975), "Rock das "aranha"" (1980) e "Cowboy fora-da-lei" (1987). Com público dos maiores e mais fiéis, foi o primeiro artista brasileiro a ter um LP organizado e lançado por um fã-clube, a coletânea de gravações raras "Let Me Sing my Rock-and-roll" (1985, mais tarde encampada pela Polygram com titulo "Caroço de manga"), e mesmo após sua morte continua exercendo influência, com músicas regravadas por artistas tão diversos quanto Caetano Veloso (Ouro de tolo), Irmãs Galvão (Tente outra vez), Margareth Meneses (Mosca na sopa), Deborah Blando (A maçã) e o grupo RPM (Gîtâ).

Em 1995, várias homenagens marcaram seu aniversário – faria 50 anos. Foram lançados um livro, "O trem das sete", Editora Nova Sampa, e um CD, Sociedade Grã-Kavernista apresenta sessão das dez, reedição do LP de 1971. Morreu em São Paulo, em 21 de agosto de 1989.

Fonte: Mpbnet

 

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