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INTERAÇÃO / HORA DA MÚSICA

SILVIO CALDAS
publicado em: 18/09/2018 por: Lou Micaldas

Carioca do bairro de São Cristóvão, Silvio Caldas nasceu em 23 de maio de 1908 e teve contato com a música desde a infância, pois o pai era dono de uma loja de instrumentos musicais e atuava amadorísticamente como compositor de valsas, foxes, sambas e schottischs.

Aos 5 anos, o pequeno Silvio já se apresentava em teatros como cantor. Sua primeira apresentação oficial ocorreu aos seis anos de idade, numa conferência no Teatro Fênix. À época, ele já integrava um bloco carnavalesco chamado Família Ideal. A mãe, a avó e as tias cantavam no côro da igreja, nas festas e quermesses. Um dos seus quinze irmãos, Murilo Caldas, três anos mais velho, também se tornaria cantor, obtendo certo prestígio nos anos 30.

Aos 16 anos, foi para São Paulo trabalhar como mecânico de automóveis. Três anos depois, voltou ao Rio e, por meio de contatos, foi levado para a Rádio Mayrink Veiga pelo cantor Antônio Santos, o Milonguita. A primeira gravação foi em 1930 e, desde o início, notabilizou-se interpretando sambas. Silvio Caldas se transformaria, ao lado de Gilberto Alves, Orlando Silva, Francisco Alves e Carlos Galhardo, num dos cantores de maior sucesso da chamada época de ouro da MPB.

Foi levado por Ary Barroso para o Teatro Recreio, onde lançou seu primeiro sucesso, "Faceira" (Ary Barroso). A partir de 1934, por meio da parceria com Orestes Barbosa, demonstrou seu talento para a seresta, gênero que o promoveria por todo o Brasil. Em 1937 lançou dois de seus grandes sucessos, "Chão de Estrelas" (c/ O. Barbosa) e "Meu Limão Meu Limoeiro" (tema popular com arranjo de José Carlos Burle), em dueto com Gidinho.

O cantor Sílvio Caldas foi o maior responsável pela consolidação da seresta na música popular brasileira, tendo contribuído para o gênero também como compositor, nos anos 30. Por isso, ele ficou identificado como "O Seresteiro do Brasil", epíteto ao qual se manteve fiel durante toda a sua longa carreira.

Como grande seresteiro, Sílvio Caldas cantou muitas valsas. Mas também se mostrou, igualmente, um excepcional intérprete de sambas. Nesse campo, suas interpretações, marcadamente cadenciadas, fizeram do seu um canto inconfundível entre os outros de seu tempo e de todos os tempos no país.

A essa notável e irresistível cadência se somaram a clareza e o apuro na emissão da voz, para caracterizar um estilo aperfeiçoado, de reconhecida brasilidade. Por tudo isso, ele acabou sendo chamado de "O Poeta da Voz" por Guilherme de Almeida (autor de uma obra poética de notável musicalidade na poesia brasileira do século 20).

Embora amoroso, o lirismo de Sílvio Caldas recusava um romantismo excessivamente derramado. Singelo, sua simplicidade estava de par com um zelo técnico. Autêntico, nem por isso se prendeu ao repertório de um único período ou de um único gênero.

No final da década de 60, Silvio Caldas se afastou da vida pública, recolheu-se a um sítio em Atibaia (SP) e diminuiu seu ritmo de apresentações, o que lhe valeu o apelido de "cantor das despedidas", de tantas vezes que anunciou seu retiro artístico. Em 1995 participou do CD "Songbook Ary Barroso", cantando "Quando Eu Penso na Bahia" em dueto com Aurora Miranda.

Faleceu em 3 de fevereiro de 1998, deixando uma vasta coleção de sucessos e muita saudade.

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Autor(a): Pesquisa em diversos sites

 

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