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INFORMAÇÃO / MEIO AMBIENTE

O projeto do Aqualuz nasceu antes da SDW, quando eu estava com 15 anos no ensino médio. Como sempre quis ser cientista, fiquei atraída por um cartaz na parede da escola sobre o Prêmio Jovem Cientista. Como não era uma escola com suporte de laboratório nem nada, eu tentei desenvolver em casa a tecnologia com auxílio de meu pai e orientação de dois professores para poder submeter (fui a única de toda a escola a fazer isso). Para isso, pesquisei bastante coisas que me ajudassem a resolver um problema que sabia que existia no Nordeste, a falta de acesso a água potável.

Daí surgiu o Aqualuz. Naquele ano, 2013, não ganhamos, mas me apaixonei tanto pelo projeto que continuei o desenvolvimento sempre acreditando no potencial que ele tinha de mudar vidas. Quando ingressei na universidade no curso de Biotecnologia da UFBA, 2015, descobri o mundo do empreendedorismo e das startups e fundei a Safe Drinking Water For All – SDW. Daí conseguimos destaque em alguns eventos importantes regionais, nacionais e internacionais e em paralelo eu fui montando a equipe de voluntários, já que não tínhamos recurso algum para bancar salários.

Todos que passaram e estão na equipe sempre tiveram uma coisa em comum, a vontade de mudar o mundo, são pessoas de persas áreas, estudantes ou já mais experientes, que contribuíram muito para o que somos hoje. Atualmente eu continuo sendo a única sócia pois ainda não encontrei alguém que tivesse interesse de mergulhar de cabeça no projeto comigo.

Nosso estágio atual é de finalização de tecnologia: já submetemos a patente no INPI, temos um piloto rodando no município de Feira de Santana com 2 famílias sendo impactadas com o Aqualuz (e que já mandaram o feedback de estarem gostando da tecnologia) e nesse mês vamos implantar mais 3 no município de Valente. Além disso temos parceria com várias empresas que ajudam na viabilização comercial da SDW e os considero como equipe também. São eles a Vorcon, Village, Cia Sustentável e a Azulare. No caso da Cia Sustentável, eles estão nos ajudando a expandir a tecnologia esse ano para o Ceará. Por isso, temos uma representante lá que está construindo o projeto de levar dezenas de unidades do Aqualuz para um município do Semiárido com apoio de empresas privadas conseguidas através da Cia Sustentável.

A SDW está conseguindo avançar em direção ao sucesso do Aqualuz, porém em passos lentos devido a limitação financeira e de equipe, estamos no momento precisando de um espaço de trabalho e de investimento para a certificação do Aqualuz.

Essa é a emocionante história de uma jovem, Anna Beserra, que entrou em contato com o núcleo de jornalismo da Envolverde e pediu um espaço para pulgar o trabalho que ela e outros colegas realizam no Nordeste do país. A mensagem foi essa: ”Sou Anna Luísa da SDW, startup socioambiental criadora do Aqualuz, tecnologia reconhecida como melhor ideia pela ONU e Sebrae durante o Fórum Mundial da água, que com R$0,01 consegue tratar a nível microbiológico 10 L de água para o semiárido brasileiro. Somos uma equipe de estudantes da UFBA que está correndo atrás de implantar a tecnologia e ajudar muitas pessoas, porém ainda nos falta recursos para viabilizar atividades chaves importantes como: certificação do Aqualuz pelo INMETRO, espaço físico para trabalho, montagem e estocagem dos equipamentos e um valor para capital de giro. Gostaria de saber se é possível tentar uma matéria na Envolverde?”.

Por Anna Luisa Beserra, presidente da SDW.

Autor(a): Julio Ottoboni
Fonte: http://envolverde.cartacapital.com.br/a-emocionante-historia-de-jovens-cientistas-que-querem-vencer-a-seca-do-nordeste/

 

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