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INFORMAÇÃO / MEIO AMBIENTE

Segundo pesquisa conduzida por cientistas brasileiros, número de queimadas em agosto foi três vezes maior que em 2018 — e a principal causa é a derrubada de árvores

Um estudo conduzido por brasileiros filiados à Universidade de Lancaster, no Reino Unido, aponta que o desmatamento na Amazônia teve proporções "fora do normal" em 2019. O artigo, publicado na revista científica Global Change Biology, afirma que o número de queimadas em agosto deste ano foi três vezes maior que em 2018 — e o mais alto desde 2010.

Embora os incêndios na região possam ocorrer por diversos motivos, a pesquisa indica que a maior parte deles ocorreu como resultado do desmatamento da região. A descoberta foi feita graças ao sistema DETER-b, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que calcula as regiões destruídas com o auxílio de imagens capturadas por satélites da NASA.

“Nosso artigo mostra claramente que, sem combater o desmatamento, continuaremos vendo a maior floresta tropical do mundo se transformar em cinzas", analisa Erika Berenguer, que participou do estudo, em comunicado à imprensa.

Entre os fatores que podem explicar queimadas na Amazônia estão períodos de seca — que, neste ano, não aconteceram de forma intensa a ponto de justificar os incêndios. O artigo indica que as queimadas não foram “normais”, como justificou o governo federal.

Para Berenguer, as afirmações das autoridades brasileiras vão no caminho contrário das políticas ambientais dos últimos anos: "O Brasil tem sido, na última década, um líder ambiental, mostrando ao mundo que pode reduzir o desmatamento com sucesso. É econômico e ambientalmente imprudente reverter essa tendência", afirmou.

Autor(a): Redação Revista Galileu
Fonte: revistagalileu.globo.com
Colaborador(a): Ricardo Pereira de Sá

 

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