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INFORMAÇÃO / MEIO AMBIENTE

UM LITRO A MENOS
publicado em: 29/06/2017 por: Lou Micaldas

Uma interessante campanha está no ar: aquela que propõe a cada ser humano reduza o seu consumo de água em um litro por dia. As pessoas estão convidadas a economizar aquele litro que não fará falta se deixar de ser consumido.

É algo que todos podem fazer. Mais importante até do que a economia global, é propiciar uma reflexão essencial. Há países que já sofrem a falta d’água, o líquido mais precioso no Século XXI e nos vindouros, se eles existirem na História da Humanidade. Sim, porque o Planeta poderá continuar durante milhões de anos. Mas prescindirá da espécie humana para tanto.

Ninguém parou para pensar que a captação da água tem custo, a filtragem e tratamento também. A distribuição é cara. O desperdício é dispendioso. Podemos evitar um pouco essa gastança de quem se acostumou a pensar que água é um bem infinito?

O pequeno gesto de cada um pode ser a diferença de que o mundo se ressente. Ou seja, basta abrir um pouco menos o chuveiro para o banho e terminar um minuto antes. Ao escovar os dentes, mantenha a torneira fechada. Ao lavar as mãos, não precisa lavar também o sabonete. Ensaboe suas mãos com a torneira fechada.

Ao molhar as plantas, use apenas o necessário. Não é preciso lavar a calçada. A chuva pode fazer isso por nós. A limpeza dos pisos pode ser feita em espaços maiores. Um pano molhado pode mantê-los asseados.

As crianças já são bastante sensíveis a esses apelos que nem sempre comovem os que têm sido inimigos da natureza. Airton Senna já reconhecia que se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar. E a Declaração Universal dos Direitos da Água, editada pela ONU em 1992, explicitou que a água é parte do patrimônio do planeta, pelo qual cada indivíduo é responsável.

Cada brasileiro consome em média cento e vinte litros de água por dia. Dá para viver com cento e dezenove. Por sinal que, sem alimento, uma pessoa pode resistir até quarenta dias. Mas sem água, ela sobrevive apenas por setenta e duas horas.

Não custa nada tentar reduzir esse gasto e também incentivar familiares, amigos e o seu entorno de influência a fazerem o mesmo. O planeta agradece. Por sinal que a crise hídrica de 2014 pode voltar. Não se fabrica água. O estoque terrestre é sempre o mesmo e, portanto, finito.

Autor: José Renato Nalini é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, secretário da Educação do Estado de São Paulo, imortal da Academia Paulista de Letras e membro da Academia Brasileira da Educação. Blog do Renato Nalini.

Fonte: http://www.debatesculturais.com.br/um-litro-a-menos/

 

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