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INTERAÇÃO / NOSSAS VIDAS

NO AMOR NÃO EXISTEM BARREIRAS
publicado em: 21/12/2015 por: Netty Macedo

Lou,
Aí está a nossa história de amor!!!!

Nossa história é bonita. Tem momentos que penso nos fatos e sorrio... Achando impressionante. Nos conhecemos através do blah, com mensagens pelo celular. Uma vizinha me inscreveu para que eu fizesse novos amigos ou quem sabe, um amor.

Na verdade, eu não estava muito a fim, porque sempre contei com o amor dos meus amigos e ouvintes e estava um bocado decepcionada com qualquer relacionamento que pudesse envolver o amor homem e mulher. Distantes, sem saber que o outro existia, cada um escreveu seu perfil.

Eu sei que o meu, não seria a preferência dele e o dele não seria o ideal para mim. Lógico... Havia diferença de idades. Ele, mais jovem. Eu, cansada de tentar relacionamentos. Ele, em Belford Roxo. Eu, em alagoas, Arapiraca, cidade que ele nunca ouviu falar.

A mensagem dele chegou quase à meia noite, respondi sem muito entusiasmo, porque era muito jovem, porém nossos papos nas mensagens, ficaram amigáveis e fui percebendo um amadurecimento incrível e ele percebendo o meu lado adolescente que havia ficado adormecido, por um casamento fracassado quando era quase uma menina.

Não deu outra: veio um amor consciente. Vieram os telefonemas e as fotos. Precisávamos vencer muitas barreiras. E foi o que fizemos.
Rick disse que viria para Arapiraca em janeiro de 2004, mas eu precisava visitar minha família no Rio de Janeiro e, no dia 31 de dezembro, cheguei à rodoviária onde me esperava e lá nos conhecemos, nos abraçamos, nos beijamos e não mais nos separamos um do outro.

Noivamos na noite de ano novo, no Rio de Janeiro, na Casa dos pais deles, que são pessoas maravilhosas.

Chegamos em Arapiraca no dia 17 de janeiro de 2004, após ter conhecido e me apegado à sua família. Dias depois, minha mãe, que havia sofrido uma delicada operação e colocou platina no fêmur, veio de Maceió para Arapiraca. Não tínhamos ainda cadeira de rodas e toda luta de carregá-la nos braços para o banheiro ficou por conta do meu companheiro. Sem ele não sei como teria sido, porque meus filhos moram em Maceió e todos têm suas famílias. Trabalham muito.

Casamos no civil no dia 14 de julho de 2004. Planejamos a adoção de um bebê. Difícil pensar em gravidez na correria da profissão de jornalista e locutora com filhos já criados. Henrique hoje é operador de áudio da mesma Emissora que trabalho, Novo Nordeste AM Arapiraca Alagoas, afiliada a Rede Jovem Pan Sat.

Tenho três filhos homens e amigos e mais um que havia adotado antes e conviveu 10 anos em minha companhia até a mãe levar. Tenho mais de Papai do Céu, do que realmente mereço, digo sempre isso! Deus chamou minha mãe em 7 de outubro deste ano e doeu muito, sendo única filha e faleceu me segurando forte, mas minha compreensão hoje está bem melhor diante da situação, apesar da saudade.

Meu esposo foi companheiro até o momento final, com minha mãe, junto com meus filhos. No dia 18 de junho de 2006 chegou Adna Carla, um anjo gerado em outro ventre, que é um pedacinho de cada coração dos membros da família.

Para quem ler agora esta história, pode perceber como Deus foi preparando tudo, encaixando as peças do quebra cabeças da vida. Ele já sabia que mnha mãe viria ficar comigo e eu precisaria de apoio. Sabia que a chamaria e eu não ficaria sozinha, porque não tenho irmãos, somente eu preenchi o ventre da minha mãe. Deus também sabia o que mais desejava a minha mãe: uma netinha e pedia diariamente para que eu adotasse uma menina e repetia: - Filha, sua filha será sua companheira como está sendo pra mim, mudando fraldas e me cuidando. Não adotei Adna pensando nisso e sim na felicidade dela e nossa que é imensa.

Para Deus, não existe distâncias, nem preconceitos, muito menos diferença de idade. Nada é por acaso. Nosso Pai Criador sempre tem novos propósitos em nossas vidas. Por este motivo, devemos consultar sempre o nosso maior aliado: Nossa Criador. Há poucos dias um amigo me disse: - Quando Deus coloca um ponto final, de nada adiantam as interrogações. E eu entendi e parei de lamentar porque minha mãe não conheceu a netinha.

Deus nos ajuda quando relaxamos, sem ansiedades e nos entregamos nas Suas mãos. Daí por diante, basta ousar, ter garra e lutar para ser feliz não se importando com as maldosas opiniões alheias, sobretudo, basta acreditar no que Deus prepara para nossas vidas!

Autora: Arethuza Melo Viana Santana
Carlos Henrique C.R.Santana
Adna Carla Melo Viana Santana

OBRIGADA, SENHOR!!!!

Autor(a): Arethuza Melo Viana Santana

 

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