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INTERAÇÃO / NOSSAS VIDAS

 

Aos 14 anos de idade ela decidiu ser freira, aos 48 quis ser triatleta e aos 70 encarou o primeiro Ironman. Aos 86 anos, soma títulos, lesões e histórias de superação
Madonna Buder tem um jeito doce de encarar desafios. Faz as dificuldades da vida parecem leves, com seu sorriso fácil e grandes olhos azuis. O primeiro foi 14 anos de idade, quando comunicou à família que seria freira. Apesar de religiosos, os pais foram contra, não era o que planejavam para a filha.

- Eles gostariam que eu tivesse uma família, marido, filhos, e foi duro vê-los abrirem mão deste sonho. Mas eu sentia o chamado de Deus e sabia o que tinha que fazer.

Vivendo em Spokane, no estado de Washington, nos Estados Unidos, Madonna presta serviços na Igreja de Santo Antônio. E foi ali que teve o primeiro contato com o triatlo, aos 48 anos de idade.
- Comecei a pedalar porque não tinha transporte, o único carro da igreja era usado para trabalhos comunitários. E eu nem sabia nadar direito.
 
Continua treinando por conta própria até hoje, corre entre as igrejas onde trabalha, nada em uma piscina que não é aquecida e pedalada pelas ruas da cidade. A alimentação também não segue nenhum padrão rígido, e os únicos suplementos que toma são vitaminas e sais minerais.

- Procuro comer frutas e vegetais frescos, além de equilibrar carboidratos e proteínas da melhor forma. Nas viagens, não me preocupo com o que vão me servir, no geral é bem melhor do que sou capaz de cozinhar!
E assim, sorrindo, já participou de 365 provas de triatlo, sendo 50 etapas de Ironman, uma das competições mais duras do planeta. Isso porque já sofreu pelo menos nove lesões sérias, a mais recente uma fratura de pélvis.
- Achei que Deus estava me testando, mas ele me ajudou muito depois. Fiquei curada em cinco semanas.

Madonna Buder já obrigou os organizadores a criarem uma nova categoria, acima de 80 anos,  e pretende criar outra em 2015, quando completa 85 anos. Já foi a mulher mais velha a completar um Mundial de Ironman em Kona, no Havaí, e segue tentando retomar o título, estabelecido por Harriet Anderson, em 2012 aos 78 anos. Conserva a vivacidade e alegria da menina que corria atrás de seus brinquedos, como se o tempo não tivesse passado. No fundo, para Sister Madona, não passou.
 
 - O maior segredo é nunca perder a criança dentro da gente. Sempre me vejo como uma menina correndo livre. Quando me faltam forças, imagino que vou cruzar a linha de chegada e ganhar um grande abraço dos meus pais.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/minha-historia/freira-de-ferro/guia/sister-madonna-buder-uma-aula-de-leveza-e-alegria-diante-dos-desafios.html
Colaborador(a): Oscar Moreira

 

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