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INTERAÇÃO / NOSSAS VIDAS

VOLUNTÁRIA DESDE CRIANÇA
publicado em: 21/12/2015 por: Netty Macedo

Lembro-me muito bem de um momento significativo na minha infância, quando estudava violão com Tia Luizinha, amiga da família. Fazíamos apresentações voluntárias em diversos espaços.

Estivemos na Febem, Programas de televisão, lembro-me que era patrocinado por uma fábrica de sorvete, famosa até hoje, também no antigo canal nove, no Instituto Pestalozzi, na AACD, onde as crianças com problemas físicos nos admiravam.
Quando parávamos de tocar, aquelas crianças com partes incompletas de seus membros superiores sacudiam a cabeça, outras gritavam, outras gemiam... para que continuássemos a tocar e cantar.

Creio que foi naquela época, com apenas nove anos, que iniciei meu voluntariado. Em um determinado momento, meus dedos estavam doendo de tanto tocar e ao pedir para Tia Luizinha se podia parar, com sua voz forte e firme disse-me que eu deveria observar bem as crianças que nem tinham seus dedos, mãos e até sem braços.

Totalmente sem graça, voltei a tocar e com muito mais vontade, pois percebi que eu tinha todos os dedos, minhas mãos e meus braços perfeitos. Pela pouca idade, hoje, após quatro décadas e refletindo melhor, lembro-me de sentir vergonha de ter pedido para parar de tocar.

Nunca declarei isto à Tia Luizinha. Agradeço a ela de coração por ter me dado uma grande lição, que até hoje coloco em prática em minha vida. Ela, com certeza, foi a válvula propulsora de ser a voluntária que sou hoje. Outubro de 2005.

Autor(a): Índia Irene

 

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