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INFORMAÇÃO / QUE SAUDADE

DIDI - A FOLHA SECA
publicado em: 23/03/2018 por: Lou Micaldas

Foto: do site: http://3.bp.blogspot.com

Os jornalistas consagraram-no como o melhor criador de jogo do Mundial de 58.

Ele foi o eixo da seleção brasileira. Corpo enxuto, pescoço alto, estátua erguida de si mesmo, Didi parecia um ícone africano erguido no centro do campo. Lá era dono e senhor. Desde lá, disparava suas flechas envenenadas.

Ele era o mestre do passe em profundidade, meio gol que se fazia inteiro nos pés de Pelé, Garrincha ou Vavá, mas também fazia seus próprios gols. Disparando de longe, enganava o arqueiro com a FOLHA SECA: chutava a bola com o perfil do pé e ela saia girando e girando voava, dava cambalhotas e mudava de rumo como una folha seca perdida no vento, até que se metia entre as traves pelo ângulo aonde o guarda-metas não a esperava.

Didi jogava quieto. Assinalando a bola, dizia:

– “Quem corre é ela”.

Ele sabia que ela estava viva

Autor(a): Eduado Galeano
Fonte: mundobotafogo.blogspot.com.br/2009/12/didi_20.html
Colaborador(a): Zeca Pizzolato

 

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