Logomarca Velhos Amigos

FIXAÇÃO NO PASSADO
publicado em: 14/11/2017 por: Lou Micaldas

O que é que você vai ser quando envelhecer?

A verdade é que a maioria dos velhos se refugia no passado. Ficam ancorados lá. "No meu tempo..." é o lema e o eterno refrão. Há então um processo psicossomático de involução.
A velhice se acelera, produzindo os gagás, os trôpegos, os corcundas, os apáticos, os mortos-vivos, ou vivos-mortos. São os "pobres velhos"! Todos têm muita peninha deles, e morrem de pena de si mesmos.

Ora, para sermos felizes, para vivermos contentes, precisamos extirpar a autocompaixão. É um sentimento negativo e, portanto, destruidor. A pena de si mesmo faz crescer a mágoa, a dor.

Aquelas frases feitas: "Devo sofrer..." "Cristo sofreu mais do que eu..." só levam a um acomodamento na inércia e na autopiedade. A vontade de Deus não há de ser que eu me acovarde, já que Ele me deu armas para o combate e meios de defesa.

Lutemos, bravamente para conservar o nosso presente. Viver voltado para o passado é andar de costas como caranguejo. Para se viver no presente é preciso arrancar a âncora que deixamos fincada lá atrás, "naqueles tempos", que, se eram a própria maravilha, já vão longe, e deixar que o barco deslize para frente.

Os sentimentos negativos causam um desgaste de energia, energia esta que se escoa toda na consciência íntima de que "velhos são assim mesmo." É aí que a preguiça toma conta, a inércia faz a cama, e os velhos dormem o sono dos mortos... em vida.

Muitos começam bem cedo a "morrer", desde os 70 anos, para serem enterrados lá pelos 80, 90, e agora com o avanço da medicina pra mais de 100! Mudar suas atitudes é tarefa difícil?

Sim, mas não é impossível! Perguntamos sempre às crianças: o que é que você vai ser quando crescer? Devíamos perguntar aos adultos: o que é que vai ser quando envelhecer? Quantas atividades há?

O campo é vastíssimo, e cada um pode buscar a sua – descobrir, desenvolver faculdades, habilidades, vocações latentes, ou esquecidas, negligenciadas, numa constante renovação de interesses.

O importante é a mente em ação. Inação é morte.

MEMÓRIA

Devemos ativar nosso cérebro. Devemos e podemos ativar a memória, ao invés de descansar na desmemória. Por que dizer: não me lembro disso ou daquilo, e acrescentar: deixa pra lá? Deixa pra lá coisa nenhuma!

Vamos cutucar o cérebro e buscar o nome, o número, o caso que se esconde nos escaninhos da memória. O exercício pode se tornar divertido e eficaz. É um desafio. Não desista! Um exercício mental equivale a um exercício físico.

Quanto mais ativarmos a mente e fizermos trabalhar o cérebro, mais se desenvolvem e se ativam. O Doutor Philippe Baumgarther estudou as possibilidades de recuperação da memória entre pessoas idosas , octogenárias com exercícios audiovisuais. Usando uma série de números e nomes e obteve excelentes resultados.

Estes exercícios podem ser feitos em nossa casa. Palavras cruzadas, logomania, e outros quebra-cabeças são verdadeira ginástica para o cérebro. Exigem atenção, raciocínio, enfim, trabalho mental, e estarão ativando as células nervosas cerebrais, que não devem estar "postas em sossego", como a infeliz da Inês... E depois não se diga que Inês é morta.

Procure discutir os assuntos do momento, futebol, políticos, sociais, o escândalo do momento (e a Nicéa heim?!), entre no papo, dê sua opinião. O benefício da polêmica é colocar o cérebro em ritmo de trabalho. É dar corda neste precioso relógio que marca nosso tempo... enquanto temos tempo.

Remoça-se quando se exige da mente um trabalho de gente moça. Sem espírito de iniciativa e decisão, agrava-se ainda mais a inatividade. O primeiro passo é sempre o mais difícil. A partir do segundo, já se pode estar instaurando um hábito.

E o hábito de ser ativo, tanto no plano mental como físico, é que nos pode conferir e dar o direito à qualidade de VIVO.

Magdalena Léa
Poetisa e escritora Autora do livro 
"Quem tem Medo de Envelhecer?"

 

CLIQUE AQUI PARA ENVIAR SUA OPINIÃO SOBRE ESTA MATÉRIA

 

 

 

 

 


VOLTAR
AO TOPO DA
PÁGINA