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O QUE É FELICIDADE?
publicado em: 01/12/2017 por: Lou Micaldas

Não havemos de considerar que felicidade seja um programa de vida. Ser feliz ou infeliz são contingências da própria vida ao longo de sua trajetória."

A felicidade é indefinível. 

Está dentro de nós, e não fora. É um sentimento, não um acontecimento. É relativa. Ninguém pode determinar senão o que seria a sua felicidade. Não é isto nem aquilo. Não está nas coisas: dinheiro, títulos, glória, sexo, amor, etc. 

Podemos ter tudo isso e não tê-la, como podemos tê-la sem tudo isso. Em sua relatividade, para um cego, é ver; para os doentes, sarar; para os que amam, serem amados; para um paralítico, andar. 

E isto nos lembra a menina Polyana que, ao invés de receber de prêmio uma boneca, recebeu, por engano, um par de muletas, mas quando lhe perguntaram se tinha ficado muito triste, ela respondeu: "Triste, não, muito contente, pois eu não precisava delas!"

Já nos consideramos felizes em escapar da infelicidade que nos ameaça, por todos os lados, o corpo vulnerável. 

As dores e as doenças, as forças implacáveis e imprevisíveis da natureza, contra as quais não temos condições de defesa, se a natureza se enfurece em cataclismos, terremotos, maremotos, furacões etc.

Não havemos de considerar que felicidade seja um programa de vida. Ser feliz ou infeliz são contingências da própria vida ao longo de sua trajetória.

De acordo com o princípio do prazer, que rege as operações do aparelho psíquico e comanda os instintos, o indivíduo procura evitar o sofrimento, o desprazer, e gozar sensações prazenteiras, mas este princípio entra em conflito com outro - o da realidade - regido pelo mundo exterior, que se lhe opõe, e até parece que não inclui o propósito de que o homem deva ser feliz. 

Se a satisfação de nossos instintos é fonte de felicidade, entretanto converte-se em causa de intenso sofrimento, pois três grandes forças dominam o homem e criam sua angústia de viver: a Natureza, com seus instintos; a Sociedade, com seus preceitos; a Religião, com seus dogmas. 

E o ser humano, com seu eu despreparado, vive em luta com essas potências, que tantas vezes o arrastam por caminhos opostos.

É felicidade a satisfação das necessidades, o alívio das tensões, mas estas são coisas que só podem acontecer episodicamente. 

Felicidade de ponta a ponta, na vida, não estaria de acordo com a condição humana.

Assim disse Gothe: "Nada é mais difícil de suportar que uma série de belos dias."Certo. Para se dar o devido valor ao céu azul, será necessário que nuvens escuras escondam-no de nós durante algum tempo. Assim, a felicidade já está limitada por nossa própria constituição, que só nos permite gozar os contrastes.

Uma coisa, porém, forma sua base: a saúde mental e física. Sem ela, não temos condição para desfrutar outros valores. O equilíbrio psíquico e a boa saúde do corpo causam o bem-estar que, em última análise, é um estado de felicidade. 

Felicidade esta que não trocaríamos por coisa nenhuma do mundo. E é interessante notar que estas condições não dependem de idade, uma vez que há velhos sãos, e moços doentes.

"O homem deve buscar sua felicidade, pois está em seu poder aumentar seus prazeres e diminuir seus sofrimentos". Assim declarou Saint Évremont. 

E logicamente também está em suas mãos diminuir seus prazeres e aumentar seus sofrimentos. Questão de opção.

Necessidades básicas para a felicidade do ser humano estão inseridas nesta sigla - A.A.A.A, e são: ar - água - alimento - afeto.

E vamos em frente.

Magdalena Léa 
Poetisa e Escritora, Autora do livro 
"Quem Tem Medo de Envelhecer?"

Autor(a): Magdalena Léa

 

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