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PLANEJAMENTO DE VIDA
publicado em: 08/11/2017 por: Lou Micaldas

Sentir-se insatisfeito não é sentir-se infeliz.

A insatisfação traz
em seu bojo certa expectativa, algo de esperança.
Isso é bom.

Se a morte não marca hora para ninguém, não hesitemos em iniciar seja o que for, e deixemos o fim para o fim.

Pensemos apenas que cada dia é mais uma oportunidade para realizarmos o que ainda não realizamos por falta de ocasião ou de tempo.

E começar agora, já!

Que use, cada um, seu potencial energético nos que fazeres, pidindo o tempo racionalmente em três setores, igualmente importantes para o equilíbrio psicossomático: trabalho, repouso e lazer.

Descubra você mesmo seu caminho, e não permita que ninguém venha apontá-lo para você. Diga como o poeta José Régio, em seu belo poema Cântico Negro:
"Não sei por onde vou./ Não sei para onde vou./ Sei que não vou por aí!"

Use esta energia para conduzir-se na vida. Ela é sua, toda sua. E lhe foi dada para que você a usufrua até a última gota. A vida lhe foi dada para ser vivida, e não sofrida.
A atividade é essencial no contexto da felicidade e da saúde mental. Claro que se faz necessário o exercício, o trabalho mental, algumas vezes árduo. Mas não será uma grande vitória conduzirmos nossos impulsos, ao invés de sermos conduzidos por eles?

Se conflitos, frustrações, decepções são da vida, a vontade de vencê-los é fator positivo, preponderante no sucesso do eu. Viver é saber "com quantos paus se faz uma canoa" e não receber a canoa já pronta.

A medida do que você pode ou não pode fazer está em você mesmo. E esta medida há de ser justa, pois que não há só apáticos, há também incautos, que exageram em suas funções, a fim de se tornarem muito importantes. E o triste resultado é que o inpíduo mais importante de todo mundo será importante por pouco tempo.

Consulte o médico, faça seu checkup e vá em frente, com consciência.

Foram necessários sete sábios da Grécia para chegarem à conclusão de que a sabedoria está no axioma - "nada de mais". A que eu acrescento humildemente - nem de menos.

A luta é, pois, fazer frente ao nosso stress de cada dia. Não podemos evitá-lo, uma vez que seus causadores são parte da vida. Quem não tem frustrações? Quantas vezes o que esperamos não vem e o que sonhamos não se realiza?

Um agente eficaz nas depressões: "Ninguém mais precisa de mim". Quem disse isso a você? Como pode alguém pensar assim quando há tanta gente que necessita de sorriso, afago, mão que se lhe estenda, um pouco de companhia?

Há uma grande satisfação em aprender e conquistar novas habilidades. Procure alguma coisa, seja o que for, que precise ser feita e faça-a. Mas faça-a com gosto, buscando tirar prazer nisso. Trabalho e pertimento em equilíbrio resultam na alegria de viver.

Faz-se necessário experimentar várias coisas, as que você conhece e as que você ainda não sabe se sabe. Se errar, ganha experiência, que é o prêmio dos destemidos e empreendedores. Nunca diga - não sei fazer tal coisa, sem experimentar. Muitas pessoas têm descoberto em si aptidões. Como? Sondando suas capacidades. Ninguém advinha nada.

Vovó Moses, chamada assim carinhosamente nos Estados Unidos começou a pintar aos 77 anos. Na festa de seu centenário, contava inúmeras exposições de seus quadros e, para festejar, comeu, bebeu, dançou e por fim disse que se sentia um pouquinho cansada.

"Quando a gente gosta da vida também gosta da gente" dizia Rubinstein aos 90 anos. E o famoso artista ainda completava: "O trabalho é como uma bomba que impulsiona meu sangue por todo o corpo."

Sentir-se insatisfeito não é sentir-se infeliz.

A insatisfação traz em seu bojo certa expectativa, algo de esperança. Isso é bom.
O inpíduo que busca uma satisfação já tem boa parte de satisfação na busca. Vamos começar?

Magdalena Léa
Poetisa e escritora Autora do livro
"Quem tem Medo de Envelhecer?"

Autor(a): Magdalena Léa

 

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