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A VIDA DE CASADO PODE SER BOA
publicado em: 01/03/2019 por: Lou Micaldas

A vida de um casal tem que ser muito bem cuidada e reavaliada a cada momento.

É preciso que fiquemos atentos para, amanhã, não sermos vítimas de um relacionamento falido, sem chances de recuperação.

Um dos caminhos da boa convivência é saber respeitar as características da pessoa com quem partilhamos a nossa vida.

É absolutamente necessário se sentir livre, sem medo de ser julgado/a, censurado/a.

Ao refrearmos nossos impulsos, perdemos a naturalidade. Passamos, então, a sentir tensão no lugar do tesão. Além disso, pra conseguirmos alguma paz, enfrentamos a sensação desconfortável de que estamos sempre “pisando em ovos”.

O sentimento de que o outro nos sufoca é consequência de um confronto de regras, onde um quer sobrepujar o outro.

A maioria dos casais procura no seu par alguém que lhe traga felicidade, segurança, que lhe dê carinho e que seja um complemento da sua pessoa.

Tudo isso declarado e depois cobrado. Seria isso possível?

O que você tem pra oferecer?

O melhor projeto para um relacionamento se tornar duradouro é você estar nele para se entregar, para doar o que de melhor você tem.

Não queira buscar uma tábua de salvação para suas inseguranças, não exija a satisfação dos seus ideais. Não fique na expectativa de alguém pra lhe completar. Você é uma pessoa inteira. Não se julgue uma metade!

Quando você entra numa relação dizendo que é carente e que precisa de alguém, você está transferindo para o seu parceiro(a) uma carga de responsabilidade que, muitas vezes, assusta e afasta.

Fique atento/a. Proteja o relacionamento percebendo os sinais de uma crise.
Se há crise, não adianta procurar o culpado. A responsabilidade é sempre dos dois. Podemos interferir e até eliminar os fatores destrutivos, antes que haja um mal maior e irreparável.

Mexer nas feridas pode doer. Mas também pode ser que haja uma chance de maior conhecimento entre os dois, clareando as sombras e aprimorando a união.

O primeiro grande desafio é conseguir se comunicar, mostrar logo de saída que alguma coisa, uma palavra, um gesto, o desagradou.

Se você não sabe lidar com os atritos naturais de uma convivência, sente medo, prefere disfarçar, então estará deixando crescer um ressentimento.

E o ressentimento destrói a afetividade, aumentando a crise. Porque ressentimento quer dizer sentir de novo. E todas as vezes que a mágoa voltar ao seu peito, estará acentuando a crise, destruindo as emoções afetivas, minando o seu relacionamento.

ENTENDER OS MOTIVOS

Muitas vezes os motivos podem ser financeiros: um acha que precisa poupar para o futuro e que o outro gasta demais.

Já o outro acha que não gasta tanto assim. Que o problema é falta de dinheiro e que o futuro é hoje, e a vida é pra ser bem vivida agora!

Outras vezes, são queixas sexuais: a mulher se lamenta da falta de carinho, de atenção, e que o marido só pensa na satisfação sexual, deixando de lado o namoro e o romantismo

O marido protesta, afirmando que para evitá-lo na cama, ela vive reclamando, pois perdeu o interesse.

Muitos casais sofrem na vida conjugal, a interferência de um filho, mãe, ou uma terceira pessoa da família.

Tenha consciência de que um dos dois, ou os dois, estão se deixando manipular, por comodismo, por falta de autoestima e até por covardia.

Com tantos ressentimentos e frustrações, ergue-se a barreira emocional. E você se vê arranjando todo tipo de ataques velados, verbais, ou de atitudes rebeldes, manifestando a rejeição reprimida, acumulada.

Surge a intolerância de ambos os lados. Um começa a achar o outro irritante, tolo, inoportuno, ausente ou hostil demais.

Desenvolva a capacidade de perdoar, se você quiser continuar vivendo junto.
Não fique remoendo, nem lembrando o outro dos erros cometidos. Ninguém pode voltar atrás para consertar os estragos.

Valorize o presente. Deixe o futuro chegar sem preocupações e cobranças de promessas do tipo: -"Você jura que nunca mais vai fazer isso?"

Como sair da crise?

Tente se comunicar de forma clara e objetiva, em vez de se queixar de forma rude: "Você não faz a minha felicidade! Não tolero este seu comportamento!".

Use palavras construtivas: preferia que você agisse deste modo. Hoje quero ficar mais tempo com você...

Avalie o ambiente de sua casa. Ele deve ser atraente aos dois, mesmo que cada um tenha um cantinho preferido pra se isolar de vez em quando.

Mas é indispensável que haja aquele clima agradável que nos convida a voltar depressa pra casa.

Aos nossos filhos e netos, tudo que temos de dar-lhes é amor, alegria, rir com eles e ajudá-los a sentirem que em nossa casa há espaço para todos, respeitando-se os devidos limites.

Muitos filhos, depois de crescidos, querem inverter os papéis e começam a tratar os pais como crianças. E passam a policiá-los severamente, impedindo-os de se manifestarem espontaneamente.

Aprenda a falar: "agora, não posso", "hoje não quero", "prefiro fazer assim". Posicione-se. Não se deixe dominar.

Eles não são os donos da nossa casa, não são os nossos censores. Mas, não se esqueça: nós não somos os donos deles.

O ambiente ideal para se viver é aquele onde nos sentimos confortáveis emocionalmente, onde nos sentimos amados.

A hora das refeições é o momento sagrado da alimentação com prazer. Nada de assuntos problemáticos. Não é hora de se discutir soluções, nem puxar conversas que causem polêmica.

Valorizando o casamento

Será que um se lembra de agradar ao outro? Você se lembra de declarar seu amor?

Ou é daquelas pessoas que pensa e fala assim: "Ela está cansada de saber que a amo; não preciso ficar repetindo..."

Ela nunca fica cansada de ouvir isso. E você precisa não só dizer, como ouvir de você mesmo, o quanto ama a pessoa que está compartilhando da sua vida.

Sinta-se uma pessoa privilegiada por ter a seu lado alguém tão querido. E brinde esse amor, convidando para dançar, para ouvir música. Mostre todo o seu amor com atitudes, com gestos e palavras amorosas.

Saia da rotina! Não deixe que o dia-a-dia se torne enfadonho e que o tédio tome conta do ambiente.

Cada um será, no mínimo, um simples e corriqueiro habitante do mesmo teto.

Portanto, vamos procurar manter a chama do amor acesa, falando de coisas agradáveis, elogios, palavras de afeto, encorajadoras. Elas despertam a autoestima e aumentam a libido.

União quer dizer unir forças, dar apoio, ajudar a crescer, incentivar e aplaudir.

Faça sempre isso e quem sai engrandecido e recompensado será você.

Conheço inúmeros casais que mantêm o casamento num completo jogo de competição, especialmente quando um ou outro, ou os dois, se sentem inferiorizados, na relação.

Não traz vantagem alguma uma convivência marcada pela competição, onde um está sempre de prontidão, armado pra dar uma estocada certeira pra derrubar o outro.

Neste jogo mesquinho, infeliz, perdem os dois.

Se os erros foram tão graves e o sofrimento está insuportável, separe-se.
Ninguém veio ao mundo pra ficar doente de tristeza.

Muitos casamentos prosseguem cheios de farpas e agressividades; outros passam a conviver pacificamente, cada um pro seu lado. Marido e mulher passam a viver em mundos distantes. Cada qual no seu canto, carregando sua dor.

PALAVRAS AMEAÇADORAS

Se você quiser que seu casamento dure, não faça ameaças, nem chantagens, do tipo: "se você fizer isso, eu me separo."

Se você realmente não deseja se separar, não abra a porta pra esta possibilidade.

Tenha sempre em mente pra onde você quer ir, pra onde você quer levar o seu casamento. Nunca se deixe levar por palavras negativas que você tanto teme.

O QUE SEGURA UM CASAMENTO?

O sexo pode ter sido o motivo que os uniu. Mas, com certeza, só ele não vai segurar o seu casamento.

A preservação de um relacionamento depende de fatores mais profundos, valores, admirações recíprocas, confiança mútua.

A cultura adquirida de que a vida sexual deve se manter no mesmo nível apaixonado, com a mesma intensidade e quantidade, leva ao empobrecimento do convívio.

A vida sexual não é uma constância, não segue o mesmo ritmo ao longo da vida. Há épocas de maior apetite, e outras de desinteresse que são comuns em todas as atividades humanas e fazem parte de uma dinâmica natural.

Casais mais velhos que conviveram anos e anos podem precisar de uma nova inspiração, criar juntos novas atrações, procurar uma vida mais divertida, com mais lazer. E podem até descobrir uma relação sexual com mais arte, mais carinho.

O relacionamento deve ser uma das maiores prioridades. Não o deixe pra segundo plano por causa de outros motivos "imprescindíveis", no seu dia-a-dia.

Não permita que a negligência habitue os dois a perderem o foco de construir a cada dia uma vida plena, de atenção mútua.

O fundamental é decidirmos que vamos tornar melhores os nossos momentos, todos os dias.

Os casais que elegeram como fator principal o bem-estar do seu companheiro, vão estar a cada momento surpreendendo o outro.

Portanto, procurem dar fim a todos os vícios de comportamento, todos os tipos de intolerância e irritação.

Prefira estar bem com o seu amor a estar com a razão. Desista de provar que você está certo. Esta não é uma atitude piegas, nem covarde, mas uma maneira equilibrada de esfriar os ânimos para voltar ao assunto, em outra hora, quando os dois tiverem seu tempo para refletir.

"O mais elevado estágio possível em cultura moral é quando reconhecemos que devemos controlar nossos pensamentos."
Assim nos ensina Charles Darwin.

Autor(a): Maria de Lourdes Micaldas
Colaborador(a): Revisão: Anna Eliza Führich

 

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