Logomarca Velhos Amigos
INFORMAÇÃO / VOVÔ AMA VOVÓ

ALEGRIA CONJUGAL
publicado em: 07/03/2018 por: Lou Micaldas

 

"Assuma consigo mesmo o compromisso de estar constantemente melhorando"
H.Jackson Brown

Conquistar alguém até que não é difícil; o difícil é conviver e sustentar o relacionamento.

Para alcançarmos a felicidade a dois, precisamos reavaliar nossa perspectiva, realizar uma completa modificação na nossa maneira de pensar e de agir.

E tudo isso não é nada fácil.

Num relacionamento saudável o nosso primeiro impulso é querer dar o máximo de nós a outra pessoa, tudo o que ela quiser, mesmo que implique em sacrifício pra agradá-la.

No entanto, se nos sentirmos constantemente agredidos por palavras ou gestos, toda essa vontade de agradar se esvai. Mesmo que isso também implique em algum sacrifício, somos tomados pelo instinto de vingança.

É assim que os elos de um relacionamento saudável vão se destruindo.

É assim que se começa a quebrar o impulso natural do amor.

Outros mais poderão ser quebrados se não mudarmos os péssimos hábitos de julgar, de criticar, de agredir as pessoas e de sermos vingativos.

INSEGURANÇA AFETIVA

É preciso não confundir o sentimento de pura doação com o de ser levado pela determinação de se tornar imprescindível, tentando segurar o casamento pela onipotência.

Geralmente esta atitude é motivada pela insegurança.

A pessoa se sente obrigada a estar sempre dando, fazendo alguma coisa pelo outro, tendo que ser útil, para ser amada e não ser abandonada. Isto não é altruísmo; é uma espécie de suborno e corre o risco de saturar a pessoa amada, que pode se sentir sufocada.

TIPOS DE RELACIONAMENTOS

Num relacionamento competitivo, os casais vivem vidas paralelas, estão juntos fisicamente, mas desunidos espiritualmente.

Não compartilham intimidade, mas partilham o poder. Sempre um quer sobressair em relação ao outro, testando a soberania. Se a pessoa se sente inferiorizada, vai procurar uma forma de ataque para reconquistar a posição perdida, a suposta superioridade.

Muitas pessoas reagem de forma incisiva, direta; outras procuram usar o método disfarçado de ataque, fazendo críticas, negando sexo, discordando, implicando, jogando farpas, mostrando-se ausentes, indiferentes, etc.

Quando agimos assim, não estamos efetivamente fazendo algo construtivo em direção a uma auto-reavaliação e à reconquista do impulso afetivo.

Em ambos os casos o casal está destruindo a base do relacionamento, quebrando o elo, rompendo a camaradagem, causando e sofrendo estresse.

Assim como o estresse crônico pode danificar a função imunológica, o altruísmo, o amor e a compaixão podem fortalecê-la.

H.Jackson Brown declara: "Assuma consigo mesmo o compromisso de estar constantemente melhorando."

O vínculo afetivo só é forte quando nos empenhamos em dar o melhor de nós, quando estamos decididos a vivenciar a verdadeira intimidade, a oferecer carinho e todos os sentimentos bons que resultam em alegria e que trazem o bem estar físico, mental e emocional.

Os cientistas são unânimes em afirmar que as ligações íntimas têm a capacidade de gerar força e prazer de viver.

As pessoas que contam com um amigo, com alguém pra fazer confidências, pra pedir e dar apoio, solidariedade, afeto, apresentam melhor função imunológica, maior chance de vencer os problemas de saúde e maior capacidade de triunfar nos desafios da vida.

Aquelas que são reservadas, que disfarçam suas dores e fraquezas, escondem os próprios temores atrás de uma aparente fortaleza, não escolhendo alguém pra confidenciar seus males, suas mágoas, sentem-se mais solitárias e tornam-se propensas a adquirir doenças psicossomáticas.

A grande maioria dos pesquisadores concorda que relacionamentos íntimos fazem bem pra saúde e prolongam a vida.

O psicanalista Erich From declarava que o maior medo da humanidade era a possibilidade de se sentir isolada.

CASAMENTOS & CASAMENTOS

Muitos casamentos têm como ingrediente fundamental a atração sexual. Um busca no outro a satisfação imediata.

Este relacionamento é instável, porque depende de um sentimento transitório, tem vida curta, porque a rotina acaba por esfriar o fogo daquele ímpeto incontrolável, apaixonado, surgido no início do romance.

Ao passo que a personalidade e as ideias são substanciais e criam vínculos. O importante é que a atração sexual seja um componente de um amor baseado na sensação implícita do valor da outra pessoa.

Pesquisadores revelam que as pessoas que consideram a atração física e a paixão essenciais ao sucesso do casamento podem acabar frustradas ou divorciadas.

As pessoas menos superficiais, que percebem sensibilidade, generosidade e outras qualidades ligadas ao caráter de alguém, que não seja nenhum modelo atraente em termos físicos, podem conseguir uma união mais confiável, mais feliz e duradoura.

Dizia-se que o casamento para durar dependia da mulher ser boa de cama e mesa. Isto é, "servir" ao marido sexualmente e saber cozinhar, para prendê-lo pelo estômago.

Hoje, as mulheres dividem a cozinha com seus parceiros: não querem mais "servir"; querem participar.

Outras uniões são realizadas, levando-se em conta a riqueza, o poder, a posição social. Eis aí outro relacionamento que vive sob a instabilidade.

A pessoa que usa o poder para obter êxito na suas conquistas amorosas, corre o risco de não ser amada pelo que é. (nunca está segura de ser amada pelo que é.) Para manter a ligação, procura "comprar" o afeto com presentes, dinheiro e promessas.

Outra artimanha é dar dinheiro, ou presente com severa parcimônia, sempre aos pouquinhos, numa demonstração de prepotência que leva a sua presa a uma humilhante submissão.

Quem depende deste tipo de casamento, sofre o medo da perda, de empobrecer, de não valer o quanto ganha.

Se um dia a riqueza ou a posição social, não mais existirem, ou deixarem de ser importantes para a parte interessada, pode acontecer do "amor" definhar.

Há o tipo de relacionamento que se baseia na busca romântica de uma pessoa especial - a outra metade - em quem deposita a condição e a responsabilidade para ser feliz.

Quando a pessoa não consegue encontrar este tipo idealizado, sente que algo está errado na sua vida, sente-se incompleta e insatisfeita.

Precisamos aprender a buscar dentro de nós a capacidade de ficarmos satisfeitos sozinhos, conosco e com nossos atos e nossas particularidades.

Isto é sentir auto-estima, é saber se amar. E só quem se ama, que sente inteiro, está pronto para conquistar o amor de alguém.

Nós todos queremos ser felizes, acertar na vida, viver em harmonia, sentir e dar amor. Precisamos amadurecer emocionalmente, não permitindo que a criança carente e possessiva, que habita dentro de nós, faça birra quando não é atendida em todos os seus anseios.

Precisamos aprender a amar de coração aberto, espírito aberto, para aceitarmos e perdoarmos as falhas, aceitando as diferenças.

Se estivermos em busca de um relacionamento duradouro, precisamos fortalecer os alicerces para que sejam sólidos, baseados no afeto, na intimidade, no respeito mútuo, em afinidades sexuais e morais.

O Dr. James Lynch nos alerta: "O mandamento amar o próximo como a ti mesmo não é apenas uma obrigação moral. É uma obrigação fisiológica. Interessar-se pelos outros é biológico. Uma das coisas que se consegue cuidando dos outros é nunca estar sozinho. E quanto mais você está ligado à vida, mais saudável você é ."

E Shantideva, um indiano que viveu no século VIII, falava da importância das práticas espirituais ligadas à preocupação de desejar a felicidade aos outros:

"Toda alegria que o mundo contém vem de desejar a felicidade dos outros..."

Magdalena Léa afirma: "Só é solitário quem não é solidário."

Revisão: Anna Eliza Führich 

Autor(a): Maria de Lourdes Micaldas
Fonte: Dean Ornish, M.d. - "Amor e sobrevivência"  Howard C. Cutler - "A Arte da Felicidade"

 

CLIQUE AQUI PARA ENVIAR SUA OPINIÃO SOBRE ESTA MATÉRIA

 

 

 

 

 


VOLTAR
AO TOPO DA
PÁGINA