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RELACIONAMENTOS DIFÍCEIS
publicado em: 25/10/2018 por: Lou Micaldas

Os relacionamentos de um modo geral são mesmo difíceis.
Dependem dos aspectos particulares de cada um. Somos humanos. Homens e mulheres se esquecem de que existem as diferenças que precisam ser respeitadas.

Outro grande problema é o da comunicação.

Nietzsche dizia: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: "Você crê que seria capaz de conversar com esta pessoa até sua velhice?" Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."

A maioria das mulheres era mais submissa, porque era dependente financeiramente. Os casais pouco se comunicavam.

As mulheres eram informadas de seus afazeres e do cumprimento de suas obrigações. Serviam aos seus senhores.

As esposas suportavam os maridos "patrões". Entregavam a eles a responsabilidade de torná-las felizes, ou infelizes. Eram passivas, infantilizadas. Contentavam-se em receber sustento, presentes: "de um tudo, desde que nada me falte"... E suportavam o domínio. 
O supremo poder de seus donos.

Naquela época sim, é que se podia afirmar, cantando ou chorando, que "tava tudo dominado"... "E que um tapinha não doía".

Ainda existem muitas mulheres que sobrevivem nesta pseudo-felicidade matrimonial: tudo pela família, pelo casamento indissolúvel.

São as eternas vítimas do destino, que vivem na esperança de um milagre, vivem do sonho de que um dia "ele vai mudar".

O importante é sair dos meros desejos e sonhos e partir para ação responsável.

CASAMENTO ERRADO

A autoestima tem fundamental importância no sucesso dos relacionamentos, na busca do casamento ideal e no convívio familiar.

A mulher que sempre casa com o homem errado possui baixa autoestima. É passiva perante a vida, não assume a plena responsabilidade de lutar pelos seus ideais, fica à mercê de que o seu homem caia do céu, perfeito, para lhe cobrir de mimos e realizar todos os seus sonhos de eterna menina-moça.

Paradoxalmente, está incluída aí aquela que tenha galgado o mais alto posto na hierarquia profissional. Ela sabe tomar decisões, é eficiente no trabalho, cresce diante dos outros, mas sua autoestima é muito baixa no campo afetivo.

Não se sente digna do amor. Traz consigo a ferida de uma infância marcada pelo sentimento de rejeição.

Procurar o caminho onde a eterna vítima de maus tratos se torna a vencedora, passar de uma atitude passiva para uma ativa, vai fazer você gostar mais de você, vai lhe dar maior confiança, vai gerar autoestima mais elevada.

Mas é bom lembrar: somos responsáveis apenas pelos nossos atos, pelas nossas escolhas.

É preciso ter a noção exata daquilo que lhe diz respeito, para não assumir assuntos que fogem ao seu domínio, que vão além das suas responsabilidades, para não sofrer insatisfação nas suas expectativas.

Você não tem nada a ver com o comportamento dos outros, nem mesmo com o de seus filhos já criados.

Por outro lado, não jogue pra cima dos outros, do seu parceiro, a culpa pelo seu infortúnio.

TRANSFORMAÇÃO E ADAPTAÇÃO

A mulher batalhadora, com personalidade forte, empenhada em crescer profissionalmente, assumindo a responsabilidade pelo seu destino, impondo-se na sociedade, provocou uma grande transformação no relacionamento conjugal.

Toda essa situação requer um ajustamento. 
E sabemos que não é fácil.

A mulher de personalidade forte, muitas vezes, age de forma confusa, insegura, porque traz uma carga pesada da infância reprimida, herdada dos conceitos maternos, transmitidos de gerações a gerações, decorrentes do conflito familiar - da mãe subserviente e do pai ameaçador.

Há uma grande dificuldade de se romper os vínculos com pais poderosos que assustavam, mas transmitiam segurança. Eram deuses idolatrados, temidos e odiados.

E há uma revolta sufocada da mãe servil, antigo modelo de feminilidade. Marca indelével que produziu tantas neuroses.

O comportamento da mulher atual se desenvolve em constante choque entre forças antagônicas. Ela mistura o desejo de ser com o de pertencer. Ela quer ser dona dela por inteiro, mas ao mesmo tempo deseja ser adotada sentimentalmente por "homens perfeitos", protetores, poderosos, parecidos com seu pai. Mas odeiam ser monitoradas, subjugadas ou sofrer qualquer avaliação que lembrem esse mesmo pai.

INSEGURANÇA DOS HOMENS

Os homens andam assustados diante da exagerada expectativa das mulheres, principalmente no âmbito sexual, agora que elas se liberaram, aprenderam a arte de fazer sexo e exigem um desempenho nota 10 dos seus parceiros.

Também exigem desempenho nota 10 na vida profissional. Eles são cobrados a apresentar, no mínimo, o mesmo nível econômico e cultural semelhante ao delas.

Toda essa revolução trouxe insegurança ao homem, pois ele se depara com uma mulher forte, admirável, completa, independente dele, e muitas vezes concorrente.

É comum o homem se sentir menor, ameaçado, com medo de perder a parceira para outro melhor do que ele. Os homens são competitivos. Eles já se sentem inseguros quanto à capacidade sexual da mulher e ainda se sentem intimidados pelo bom êxito individual feminino no setor profissional.

Diante do perigo da perda, muitos apelam para chantagens, ameaças e até violência. Hoje é mais difícil um casamento durar nessas condições. A mulher atual sabe que tem capacidade de sobreviver por conta própria.

Outras tiveram que ir à luta. Descobriram, depois de maduras, quebrando a cara, caindo e se levantando, que são aptas a cuidarem de si mesmas.

COBRANÇAS E EXPECTATIVAS

À proporção que a mulher aumenta sua expectativa em relação ao companheiro, a sua capacidade crítica e a sua intolerância, também aumenta.

O homem se vê obrigado a provar, dia após dia, que é capaz de matar um leão para agradar à mulher amada... Que às vezes, vira onça! E a mulher amada vai passando à categoria de mulher temida.

E a luta continua nos consultórios dos terapeutas, cada dia mais procurados por homens e mulheres mal casados.

Eles, tentando buscar reencontrar o domínio da situação, o domínio de si mesmos.

Elas, se queixando da imensa distância, criada entre o que elas almejam e o que conseguem dos seus pares.

FANTASIAS DE LADO A LADO

A maioria das mulheres sonham com o homem perfeito, idealizado. Isto se resume numa imensa lista de qualidades que vai do homem romântico, ao grande protetor. Elas querem poder falar de seus problemas, serem ouvidas.

Elas se queixam de que eles não têm paciência para conversar. Nem bem chegam ao meio do desabafo, e já são interrompidas pelo parceiro, que tem na ponta da língua a solução rápida e rasteira.

Só que tudo que elas queriam era um ombro amigo, alguém disposto a lhes dar acolhida.

Elas não estavam precisando de soluções naquele momento. 
E ficam decepcionadas porque percebem que a "solução" foi uma forma de encerrar o papo.

Os homens também fantasiam: eles sonham com mulheres bonitas, inteligentes, cultas e sensuais. Querem sentir tesão, mas também querem uma boa cabeça para dividir com eles as responsabilidades que agora são do casal.

O homem deseja casar com uma mulher que transmita serenidade, aconchego, lealdade, que não o coloque em situação de risco no casamento.

As mulheres "do lar" sonham com novidades, querem fugir da rotina, querem viver o sabor do romance! Elas gostariam que o seu príncipe encantado chegasse com uma rosa na mão, ou um vinho debaixo do braço para aquele jantar, envolvido de fantasia, em clima de começo de namoro, com direito a frio na barriga, mesmo depois de 30 anos de casados.

E as mulheres descoladas, independentes, já estão esperando o seu super-homem, para segurar firme em seu braço e levá-la para um lugar onde o que mais importa é um envolvimento romântico, cheio de tesão. Não importa quantos anos estejam juntos.

A mulher do lar e a executiva têm perfis diferentes. Houve uma evolução radical nas atitudes da mulher moderna. Mas na parte sentimental todas são igualmente românticas, dependentes de afeto e de declarações de amor.

QUEIXAS DE LADO A LADO

Muitos homens se queixam de que as mulheres estão muito menos preocupadas com o amor e mais interessadas em encontrar um marido que lhes sirva, que possuam todos os itens idealizados por elas em seus projetos matrimoniais.

Eles sentem que estão sendo experimentados. Se não forem aprovados serão substituídos, como se fossem um simples candidato a motorista, ou mordomo.

- "Somos testados socialmente, financeiramente e sexualmente, e ainda exigem que tenhamos disposição pra fazer sexo gostoso, depois de fazermos as compras em supermercados, pequenos consertos domésticos e, ainda querem ir a teatros, festas, não deixando espaço para assistirmos a um esporte na TV", lamentam.

E as mulheres se queixam de que os homens nunca permanecem românticos depois da conquista, do período do namoro, da sedução.

- "Eles procuram uma mulher pra pilotar o fogão, cuidar dos botões das suas roupas, dividir as despesas, fazer o papel da mãe deles, ou até de psicóloga quando resolvem despejar em cima dela os problemas triviais de seus negócios, ou entre patrões e empregados. Somos objeto de consumo: de cama, mesa, mente e ainda exigem que sejamos contribuintes na receita financeira...", reclamam.

COMPREENDENDO OS SENTIMENTOS

Um importante sentimento fica bem claro nas queixas dos casais.

Tanto o homem quanto a mulher querem se sentir amados, serem importantes como indivíduos, reconhecidos pelas suas características individuais. Ninguém quer se sentir usado, nem ser o remédio para curar solidão.

Todas as mudanças nos costumes geram de início uma crise de acomodação. É a luta pela nova posição. Ninguém quer sair perdendo.

Ambos têm medo de se machucar. 
Cada qual quer se defender tentando sobrepujar o poder do outro, numa competição de gestos e palavras, onde o que mais falta é a conversa.

"O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim". Ensina Rubens Alves.

A conquista natural da independência financeira e da realização profissional fazem parte de um planejamento de vida. Que ambos consigam a vitória na luta pela prosperidade deve ser a meta.

Não está descartada a hipótese de relacionamentos neuróticos onde muitos casais se alimentam do sofrimento, do medo e da angústia. Pra esses casais tudo seria um tédio se não houvesse a tensão dos conflitos e a emoção de "ficar de bem". Acham excitante o sexo depois de uma "boa briga". Necessitam de tratamento psicanalítico.

Casamento é união, é empatia, que quer dizer se colocar no lugar do outro e tentar experimentar o que sentiria se estivesse na situação experimentada pela pessoa amada.

O sucesso no relacionamento é você se sentir realizado no campo afetivo com um ser semelhante a você - com qualidades e defeitos.

E no campo profissional, é se contentar em ser o melhor que você pode e não melhor do que o seu par.

Para buscar a felicidade, o sucesso a dois, conjugue o verbo amar em todo o seu sentido.

Nele estão inseridos doação, tolerância, empatia e amor próprio.

Autor(a): Lou Micaldas

 

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