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SEPARAÇÃO E ALÍVIO!
publicado em: 09/11/2018 por: Lou Micaldas

A pior fase pra todos é a das brigas, da indecisão e da expectativa da reconciliação. 

Não convém prolongá-la mais! 
Se não há chance de reconciliação, aceite-se isso como uma nova etapa da vida. Uma porta que se abre e que poderá ser pra melhor!

Separações acontecem e todos sobrevivem. E até descobrem que a separação, que parecia ser a pior coisa da vida, foi exatamente a abertura pra uma vida mais feliz, mais verdadeira. E você poderá dizer mais tarde: "Foi a melhor coisa que me aconteceu! Eu era muito infeliz e não sabia..." E nem tinha coragem de enfrentar a realidade..."

Muita gente pensa que as pessoas felizes nasceram com sorte e são privilegiadas pelo destino. Mas não é verdade. Nós é que somos responsáveis pelos atos que nos transformam em pessoas tristes ou felizes. As pessoas infelizes são aquelas que aceitam e até facilitam para que coisas que as desgostam se repitam, contribuindo pra sua tristeza; enquanto as pessoas felizes sabem que um dia não é igual ao outro, não se deixam abater, buscando sempre novas oportunidades.

O verdadeiro amor conjugal pode atrair reciprocidade. Mas ninguém pode exigir e nem cobrar o amor de ninguém! 

Precisamos acreditar que todos nós fomos criados para sermos amados, por livre e espontânea vontade do outro. 

O amor nos dá motivação para vivermos felizes; mas não para sofrermos a angústia de um amor não correspondido e da tentativa de prender alguém que não nos ama, não nos respeita.

Tudo passa! Daqui a algum tempo, todo o sofrimento da separação será uma vaga lembrança. Existe uma longa estrada cheia de surpresas, alegrias, obstáculos e vitórias pra se percorrer e preencher nossas vidas, com coisas agradáveis, com novas amizades que são importantes fontes de felicidade.

E OS FILHOS E NETOS?

É claro que devemos tentar por todos os meios, evitar o rompimento de uma união por motivos fúteis.

Mas muita gente sofre insistindo num casamento infeliz, já destruído, por causa dos filhos e dos netos. Acham que será uma desgraça, um exemplo de desagregação. Julgam que os grandes problemas comportamentais da sociedade e dos jovens são frutos de casais separados. Que falsa ideia têm essas pessoas sobre o que é ser uma família.

Um lar, onde os casais não se entendem, não se amam, não se respeitam e se agridem, causa insegurança, provoca conflitos emocionais e um eterno clima de revolta entre todos os membros da "respeitada família".

O que eles, nossos dependentes afetivos precisam, acima de tudo, é de paz, de exemplo, de atitudes positivas e coerentes.

Os jovens não aceitam falsos moralismos! Eles percebem o casal infeliz: o marido bebe, a mulher se entope de remédios... Quanta droga exposta na frente deles! A começar pela "droga" daquele "casamento".

E depois vêm os "educadores", os entendidos de família, dizer que a juventude que está se "drogando" é consequência de pais separados...

É importante vivermos com coerência, com respeito a nossa integridade moral e física, obedecendo os verdadeiros valores familiares, cultuando a vida saudável e feliz.

Filhos criados nesse ambiente, tornam-se fortalecidos e mais preparados pra não caírem na tentação de encontrarem desafogo e consolo nos becos frequentados por "amigos" inconformados com a falsa moral e com a hipocrisia das "famílias desunidas, mas inseparáveis".

O mundo está em guerra, tudo em volta de nós, está inseguro. Sejamos nós o alicerce, o equilíbrio, a verdade.

Nós somos, casados ou não, o exemplo de vida, o modelo que eles imaginam para a vida deles. Então tratemos de ser mais corajosos, menos falsos. 

Tratemos de viver o melhor possível a nossa vida. A vida de nossos filhos pertence a eles.

Se estiverem bem fundamentados com nossas atitudes, provavelmente saberão trilhar o melhor caminho.

O QUE É FAMÍLIA?

Segundo nos ensina o Aurélio, família é o conjunto de pessoas unidas por laços de parentesco, pelo sangue ou por aliança.

Mas ele também diz: "Grupo de indivíduos que professam o mesmo credo, têm os mesmos interesses". Quando esta segunda definição cai por terra, quando marido e mulher não respeitam mais o mesmo credo, abominam os interesses do parceiro, é melhor revermos pelo segundo enfoque, tirarmos as alianças e deixar que os laços de sangue sejam os únicos a prevalecer para o bem da família. (Marido e mulher não são parentes!)

Deixemos que sejam pai e mãe, unidos, não pela aliança de ouro, mas pela aliança sutil de proporcionar educação e felicidade aos filhos.

Não misturemos a perda do casamento à perda da noção de família. Pelo contrário. Muitos casais, depois que se separaram, conseguiram uma relação mais íntima, mais verdadeira com seus entes queridos, formando uma união autêntica, ligada pelo único objetivo de oferecerem mais conforto moral e segurança a filhos e netos.

Descobriram uma felicidade que nem suspeitavam que existia, pois já estavam acostumados a se contentarem com as migalhas do conformismo, alternadas com raivas e brigas.

BOM EXEMPLO

As fases de brigas e de infelicidade conjugal entre os pais provocam traumas mais graves nos filhos, mesmo quando já adultos, do que a separação amigável, civilizada.

Embora feridos, eles também adotam o conformismo. É que todos nós temos medo do novo, do desconhecido.

A separação nos assusta por não conhecermos o que vem pela frente. Daí, muitos preferirem se conformar com o sofrimento, que já faz parte do cotidiano, a enfrentar uma situação obscura.

Porém, se no início nossos filhos demonstram esse receio, muito em breve eles se tornarão mais tranquilos, ao verificarem que a separação dos pais não foi uma tragédia e deixou de ser uma incógnita. É um fato consumado, mas de forma pacífica. Que alívio!

A pior fase pra todos é a das brigas, da indecisão e da expectativa da reconciliação. 

Não convém prolongá-la mais! Se não há chance de reconciliação, aceite-se isso como uma nova etapa da vida. Uma porta que se abre, certamente, para uma vida melhor!

Se tivermos esperança, ganharemos estímulo pra modificar o rumo errado da nossa vida e seremos um exemplo de que estamos inteiros e que estamos neste mundo, pra sermos felizes. Nossa atitude prova que não aceitamos as regras e os valores sociais estabelecidos.

As pessoas conformadas resignam-se com os infortúnios. O conformismo pode acarretar depressão, baixa-estima, abrindo a guarda para as doenças psicossomáticas.

Já as pessoas competitivas não aceitam a ideia de que seu casamento fracassou. Não suportam o processo natural da vida, que é feito de ganhos e perdas. E lutam pra manter as aparências, pois não querem se dar por vencidas. Esse desgaste inútil também leva ao estresse e à depressão.

VITÓRIA

Aceitar que o casamento fracassou não significa que nós fracassamos. Ao contrário, a aceitação de um fato consumado é uma vitória do consciente sobre a fantasia.

Quando duas pessoas já não se suportam, já não conseguem viver juntas de forma harmoniosa, o enfrentamento dessa situação já é por si só uma vitória. É um êxito brilhante por ter vencido o sofrimento de uma "des-união", pontilhada de amargura, ressentimentos, ofensas, etc.

ESPERANÇA

Comecemos a viver um novo estilo de vida, onde seremos as pessoas mais importantes pra nós mesmas! É pra frente que se anda aplicando nossa energia e nosso tempo em problemas solúveis, com situações que podemos modificar.

Quantas pessoas se humilham e se matam aos poucos, insistindo em recursos já inócuos, tentando perpetuar uma relação doentia, obstruindo a entrada, a abertura para uma nova chance de ser feliz?

Sempre repito este sábio mandamento:
Jesus disse: "Ama a teu próximo como a ti mesmo".

E agora me dirijo diretamente a você, que pode estar aí, sem esperança, aguentando uma solidão a dois, ou um relacionamento agressivo, humilhante.

Ame-se! Valorize-se! Encha-se de fé. Pois com coragem, você poderá se transformar numa nova pessoa, mais segura, mais madura e experiente, pronta pra encontrar o prazer de VIVER!

Autor(a): Lou Micaldas

 

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