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SEXO COMPULSIVO
publicado em: 19/05/2017 por: Lou Micaldas

A questão sexual, seja do ponto de vista qualitativo ou quantitativo abrange ou encerra muitos elementos que devem ser observados sob diferentes aspectos, circunstâncias ou fatos.

Não existe uma regra, nem uma frequência considerada "certa" para praticar o ato sexual.

Se o indivíduo goza de boa saúde e sente mais desejo, maior necessidade do que os outros, mas tem o controle sobre si mesmo e da situação, está tudo bem, desde que ele seja correspondido pela sua parceira.

O importante é que ambos se sintam realizados com o ato, que se dê mais valor à qualidade do que a quantidade.

O sexo é um ato natural que traz prazer, porém quando começa a fugir do controle, a se tornar uma idéia fixa, limitando a liberdade de ação, impedindo a capacidade de escolha do indivíduo, passa a ser um problema conhecido cientificamente como Desejo Sexual Hiperativo (DSH), e também como Compulsão Sexual, que é a falta de domínio de si mesmo em relação ao sexo. A pessoa fica escrava de seus próprios desejos e precisa de cuidados médicos.

MESSALINA E D. JUAN
Este distúrbio nas mulheres era conhecido como ninfomania, que vem das ninfas dos bosques greco-romanos, sempre disponíveis ao sexo. Também as mulheres eram chamadas de Messalina, a imperatriz romana, que mantinha escravos para satisfazer aos seus insaciáveis desejos sexuais e ainda costumava sair, pelas noites, às escondidas para bacanais.

Enquanto para as mulheres esta conduta era julgada como defeito de comportamento, para os homens, a ilimitada frequência de sexo, era bem vista, admirada, e os homens, que sofriam deste distúrbio, eram chamados de D. Juan.

Hoje sabemos que D. Juan era vítima de transtorno sexual. Sua sexualidade patológica, levava-o a um apetite sexual que aumentava de forma anormal. Ele buscava em todas as mulheres, além de um prazer nunca alcançado, uma auto-aprovação, pelo seu sentimento de menos valia, de culpa.

Segundo pesquisas científicas, de 3% a 6% da população, predominantemente homens, sofrem de comportamento Sexual compulsivo, que pode se iniciar com as transformações ligadas à maturação sexual no final da puberdade, ou se apresentar depois dos 30 anos.

CARACTERÍSTICAS
Esses distúrbios sexuais se caracterizam por uma perturbação no desejo sexual e nas alterações psicofisiológicas, levando o indivíduo ao sofrimento causado pela dependência sexual, e apresenta as mesmas características de outras dependências, como ao jogo, às bebidas, a outras drogas e ainda a fazer repetidos atos como o de lavar as mãos, ou de praticarem exageradamente a religião etc.

As dependências compulsivas são modificações estruturais e/ou funcionais produzidas por doença no organismo e merecem tratamento.

O impulso repetitivo da atividade masturbatória é outra manifestação desta síndrome.

Existe ainda uma recente e peculiar forma de hipersexualidade que é a compulsão sexual virtual, que vem alcançando milhões de pessoas, homens e mulheres que permanecem por mais de 15 horas em frente ao computador navegando e fazendo sexo diante dos sites sexuais.

Quando o indivíduo tenta evitar e controlar o impulso sexual, fica tenso, irritado, ansioso, depressivo, agressivo.

TRATAMENTO
O psiquiatra ou o terapeuta sexual é procurado ou aconselhado para esse tipo de transtorno. A psicoterapia aliada ao uso de antidepressivos são indicados no tratamento.

As primeiras reações ao uso do medicamento são de alívio e de tranquilidade. O indivíduo consegue se livrar da hipersexualidade e se vê capaz de poder reorganizar a vida familiar e profissional, muitas vezes, prejudicadas, ou mesmo destruídas, pelo impulso descontrolado daquele estado permanente de "cio", exigindo gratificação sexual sem levar em consideração a ética, os prejuízos morais, financeiros e legais.

Mas é preciso alertar que não basta tomar o antidepressivo e acreditar que já está curado.
O remédio, abranda o problema, tornando-o , menos árduo, permitindo que se possa ter mais controle sobre a compulsividade.

No no entanto, é o tratamento psicanalítico que realmente vai trazer a cura. Sem essa ajuda terapêutica, tão logo pare de tomar o remédio, a compulsão vai voltar, porque ela é motivada por problemas psíquicos, que só são resolvidos com o apoio de um profissional ajudando a pessoa a descobrir os motivos.

QUAIS OS MOTIVOS?
O sexo compulsivo é uma síndrome que pode surgir por diferentes causas. Uma delas pode ter origem na prática recorrente do aprendizado, segundo o qual a busca de prazer sexual era e ainda é considerada como um tranquilizante, capaz de aliviar os sentimentos de ansiedade e tensão.

Sem sombra de dúvida, fazer sexo é um excelente relaxante, mas se for utilizado como válvula de escape, toda vez que se sentir oprimido ou em circunstâncias estressantes, pode provocar insatisfação e um sentimento de culpa.

TERAPIA SEXUAL
Não vá tentar sair de uma dependência sexual caindo noutra dependência: a dos remédios antidepressivos. Só um médico sabe a dose adequada pra cada caso e o momento de aumentar ou diminuir a dosagem.

O importante é "desencanar", é saber que problemas psíquicos todos nós temos em maior ou menor grau e em diferentes tipos. Ninguém deve se sentir amedrontado, diminuído pelo fato de precisar de ajuda terapêutica.

Procurar um terapeuta! Acreditar nele e seguir à risca todo o processo por ele recomendado é o melhor e o mais curto caminho para o controle da compulsividade sexual.

Autor(a): Lou Micaldas

 

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